Boulos e Covas são os principais alvos no último debate antes do 1º turno em SP

Sérgio Roxo
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SÃO PAULO. Os candidatos Bruno Covas (PSDB) e Guilherme Boulos (PSOL), que lideram as pesquisas de intenção de voto, foram os principais alvos do último debate da eleição para a prefeitura de São Paulo promovido pela TV Cultura na noite desta quinta-feira.

No momento mais tenso do programa, Boulos chegou a bater-boca com Celso Russomanno (Republicanos). O candidato do PSOL chamou o adversário de "sem-vergonha" e Russomanno conseguiu direito de resposta.

A discussão começou quando o candidato do Republicanos levantou novamente acusações, já feitas na véspera no debate promovida pelo jornal "Folha de S. Paulo" e pelo portal Uol, suspeitas sobre empresas contratadas pela campanha de Boulos.

— Você passou a campanha inteira atacando a movimente sem terra e o movimento sem teto. Eu tenho muito orgulho de andar com sem terra e com sem teto, só não ando com sem vergonha igual a você — disse Boulos.

Russomanno usou o direto de resposta para acusar o candidato do PSOL de contratar empresas fantasmas em sua campanha. Boulos havia dito antes que a existência das empresas já havia sido comprovada. A mesma denúncia feita por Russomanno foi postada no Youtube na quarta-feira pelo blogueiro Oswaldo Eustáquio, que chegou a ser preso em investigação do Supremo Tribunal Federal (STF) por fake news.

Em outro momento, Arthur do Val (Patriota) disse que Covas fala de forma "pausada e cínica" por não responder se pode adotar um lockdown na cidade por causa de um novo pico de coronavírus. O tucano chamou de "fake news" a possibilidade de adoção de novas restrição para o funcionamento do comércio na cidade.

Do Val também lembrou que Boulos é réu por depredação da patrimônio em referência a um processo motivados por manifestações ocorridas na desocupação de uma área em São José dos Campos em 2013.

Joice Hasselmann (PSL) acusou Covas de viajar de férias ao longo de seu mandato e abandonar a cidade.

Mais adiante, o prefeito se queixou do nível dos ataques.

— Lamento o nível do debate. Tem muita gente mais preocupada com lacração, com curtidas no Facebook do que com as propostas — afirmou.

O programa não permita que os candidatos definissem para quem perguntar, o que impediu que fossem observadas estratégias sobre com quem cada postulante pretendia polarizar. Diante do formato, restou aos adversários as perguntas para atacar o prefeito, mesmo que ele não tivesse sido soretado para ter a palavra.

Os candidatos Boulos, Jilmar Tatto (PT) e Orlando Silva (PCdoB) protagonizaram tabelinhas. Assim como Márcio França (PSB) e Artur do Vall.

— Foram cometidos muitos erros na gestão da pandemia em São Paulo — acusou França ao responder uma perguntar de Do Val.

França se gabou no terceiro bloco de ser o único candidato que seguia as regra sanitária de usar máscara quando não estivesse perguntando ou respondendo.

— Se não cumprem as regras do programa, como podem querer ser prefeitos? — indagou.