Boxeadores afegãos desertam por medo: "Talibã nos mataria"

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BELGRADE, SERBIA - OCTOBER 30: Birol Aygun (blue) of Turkey competes against Yoenlis Hernandez (red) of Cuba in men's 75 kgs during AIBA Men's World Boxing Championships in Belgrade, Serbia on October 30, 2021. (Photo by Milos Miskov/Anadolu Agency via Getty Images)
Atletas e dirigentes não retornaram ao país de origem por medo de retaliações do regime. Foto: (Milos Miskov/Anadolu Agency via Getty Images)

A delegação de boxe do Afeganistão, que participou da realização do Campeonato Mundial de Boxe realizado entre os dias 24 de outubro e 6 de novembro em Belgrado, capital da Sérvia, decidiu por não retornar ao país de origem por medo de possíveis ameaças físicas por parte do regime do Talibã, que tomou conta do comando do Afeganistão no mês de agosto deste ano.

De acordo com a AFP (Agência France Press), um total de treze pessoas, sendo onze lutadores de boxe e dois dirigentes da Seleção Afegã de Boxe, decidiram por ficar na Sérvia e não retornar ao seu país natal.

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Hasib Malikzada, um dos lutadores de boxe da Seleção do Afeganistão, disse que poderiam ser mortos pelo Talibã depois de desertarem. O atual regime de comando do país fechou os ginásios onde todos os atletas treinavam para competições em Cabul logo após de retomar o poder no território afegão.

Segundo Hasib, a prática do esporte e os treinamentos a nível competitivo para que o Afeganistão fosse representado no exterior ficaram inviáveis após a retomada do comando por parte do Talibã: "Depois da chegada do Talibã, não pudemos seguir praticando".

Na competição, o boxeador brasileiro Keno Marley ficou com a medalha de prata após ser derrotado por Loren Alfonso Dominguez, cubano que representa o Azerbaijão.

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