Braga Netto apresenta novos comandantes das Forças Armadas; saiba quem são

Redação Notícias
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O ministro da Defesa, Walter Braga Netto, anuncia nesta quarta-feira os novos comandantes das Forças Armadas. De acordo com integrantes do governo, o general Paulo Sérgio Nogueira vai assumir o Exército; o almirante de esquadra Almir Garnier Santos chefiará a Marinha; e o tenente-brigadeiro Baptista Júnior foi escolhido para a Aeronáutica.

Após Braga Netto conversar com os cotados ao longo do dia, ele os levou para uma reunião com o presidente Jair Bolsonaro no Palácio do Planalto em busca do aval do mandatário do país aos nomes escolhidos. Logo depois, o ministro convocou a imprensa para apresentar os nomes publicamente, o que deve ocorrer em instantes.

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A troca vem após uma crise que levou os três comandantes anteriores a deixarem os cargos nesta terça-feira. Eles foram pressionados por Bolsonaro a demonstrarem maior apoio ao governo federal.

Nas redes sociais, antes do anúncio oficial, o general José Luiz Freitas, comandante de Operações Terrestres, parabenizou Paulo Sérgio Nogueira pela indicação ao comando do Exército.

"Escolhido o novo Comandante do Exército, General Paulo Sérgio, excepcional figura humana e profissional exemplar. Como não poderia deixar de ser, continuaremos unidos e coesos, trabalhando incansavelmente pelo Exército de Caxias e pelo Brasil!", escreveu Freitas nas redes sociais.

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Chefe do Departamento-Geral do Pessoal do Exército, o general José Luiz Freitas deu uma entrevista no último final de semana ao jornal Correio Braziliense na qual disse que o Brasil deve se preparar para uma possível terceira onda da pandemia da Covid-19, considerando a situação da Europa.

SAÍDA COLETIVA DAS FORÇAS ARMADAS DIVIDE MEIO POLÍTICO

OPOSIÇÃO FALA EM TENTATIVA DE GOLPE

A renúncia dos três foi encarada de formas distintas no meio político.

Parte da oposição ao governo Bolsonaro enxerga uma clara tentativa de golpe por parte do presidente, principalmente após a fala de Azevedo dizendo que que deixou o Ministério da Defesa por pressão para envolvimento político das Forças Armadas.

BASE GOVERNISTA AFASTA RISCO DE RUPTURA

Já o líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-PR), afirmou que não vê "nenhuma intenção do presidente em politizar as Forças Armadas". O parlamentar completou dizendo que o deslocamento nos ministérios se deu por acomodação política e não indica um risco à democracia brasileira.

O vice-presidente Hamilton Mourão também negou que haja qualquer possibilidade ruptura institucional. “Zero (chance de ruptura institucional). Pode botar quem quiser, não tem ruptura institucional. As Forças Armadas vão se pautar pela legalidade, sempre”.

INSATISFAÇÃO COM 'AFASTAMENTO' DAS FORÇAS ARMADAS

Nesta segunda-feira (29), o ex-ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, anunciou que deixou o governo Bolsonaro, afirmando que sai "na certeza da missão cumprida".

Apesar do anúncio de saída, Azevedo e Silva não justificou o motivo para deixar o Ministério da Defesa no governo. Ele foi anunciado por Bolsonaro ainda em 2018, durante o governo de transição. Antes de ser ministro, ele era assessor do então presidente ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli.

Horas depois do anuncio da saída, no entanto, o jornal Folha de S. Paulo noticiou que Bolsonaro decidiu demitir o ministro da Defesa, porque estava insatisfeito com o afastamento do serviço ativo das Forças Armadas do governo.

com informações da agência O Globo