Em sua maior tragédia, Brasil atinge a marca de 100 mil mortos em menos de 5 meses

Equipe HuffPost
·2 minuto de leitura
“Vamos tocar a vida, tocar a vida e buscar uma maneira de se safar desse problema”, disse Jair Bolsonaro sobre as 100 mil mortes por covid no Brasil.
“Vamos tocar a vida, tocar a vida e buscar uma maneira de se safar desse problema”, disse Jair Bolsonaro sobre as 100 mil mortes por covid no Brasil.

100 mil mortos em menos de 5 meses. A maior tragédia da história brasileira alcançou a triste marca neste sábado (8), de acordo com levantamento do Conass (Conselho Nacional dos Secretários de Saúde), com registros dos estados compilados até as 18h. Só nas últimas 24 horas foram 905 mortes confirmadas, totalizando 100.477.

A cada 7 mortos no mundo desde o início da pandemia, um é brasileiro. O Brasil só perde no número de vítimas para os Estados Unidos, mas há fortes indícios de subnotificação.

Em um raro comentário sobre o número espantoso de vítimas, o presidente Jair Bolsonaro disse na última quinta-feira apenas “lamentar todas as mortes”, mas disse para os brasileiros “tocarem a vida”. “Vamos tocar a vida, tocar a vida e buscar uma maneira de se safar desse problema”, afirmou. Neste sábado, até a publicação deste texto, ele não havia manifestado sobre os 100 mil mortos.

Bolsonaro minimizou desde o início a pandemia e o novo coronavírus. Além de se posicionar contrário ao isolamento social, disse várias vezes se tratar de uma “gripezinha” e chegou a questionar o número de mortes, sugerindo que governadores estariam inflando os dados.

Ao mesmo tempo em que negava a gravidade da epidemia, chegando a ocultar dados, o governo de Jair Bolsonaro apostou em pautas diversionistas. O presidente tirou 2 ministros da Saúde por discordarem de seu posicionamento sobre isolamento e de sua defesa de medicamentos sem eficácia comprovada contra a covid, como a cloroquina e a hidroxicloroquina. Até hoje, após 90 dias, o Ministério da Saúde segue com um general à sua frente como ministro interino.

“Era perfeitamente possível não termos chegado a 100 mil mortes. Provavelmente se tivéssemos continuado com a gestão do nosso primeiro ministro de saúde [Luiz Henrique Mandetta] a conduzir a pandemia, na época em que tínhamos um. A partir do momento em que você assume nacionalmente o negacionismo da ciência, da...

Continue a ler no HuffPost