Brasil: acusações de corrupção aquecem debate para presidenciais

Brasil: acusações de corrupção aquecem debate para presidenciais

Trocas de acusações sobre escândalos de corrupção, economia, fome, gestão da pandemia de Covid-19 e meio-ambiente. Jair Bolsonaro, o atual presidente do Brasil, e Lula da Silva, ex-presidente e recandidato, foram os protagonistas da noite no primeiro debate presidencial, este domingo, rumo às eleições de 2 de outubro.

Quer um quer o outro tornaram-se também alvos de ataques dos outros quatro rivais presentes no debate televisivo organizado pela rede Bandeirantes, Folha de São Paulo, Uol e TV Cultura.

Bolsonaro acusou Lula de liderar o "governo mais corrupto da história do Brasil."

"O seu governo foi marcado pela cleptocracia, ou seja, um governo feito à base de roubo e essa roubalheira era para conseguir apoio dentro do Parlamento. Não era apenas para o ex-presidente Lula. Era para ele também conseguir apoio dentro do Parlamento. (...) O seu governo foi o governo mais corrupto da história do Brasil", disse o atual presidente do Brasil.

Bolsonaro perguntou a Lula se pretendia repetir pagamentos de suborno na Petrobras. As acusações não ficaram sem resposta.

"O presidente deveria ser informado de que foi exatamente no nosso governo que a Petrobras ganhou a dimensão que ganhou. (...) O presidente deveria saber que o meu governo foi marcado pela maior política de inclusão social, pela maior geração de emprego", atirou Lula.

Lula da Silva, o candidato do PT, lidera as sondagens para as eleições presidenciais de 2 de outubro.

Conta com cerca de 45% das intenções de voto, acima dos 30% de Bolsonaro, do Partido Liberal, ou dos 7% de Ciro Gomes (PDT).

Nenhum dos outros candidatos passa a barreira dos 2%: Simone Tebet (MDB), Luiz Felipe d'Ávila (Novo) ou Soraya Thronicke (União).

A primeira volta das presidenciais brasileiras está marcada para 2 de outubro. A segunda volta será no dia 30 do mesmo mês, caso seja necessária.