Brasil bate novo recorde de mortes: 3.668 óbitos são registrados em 24 horas

Bruno Alfano
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RIO — O Brasil bateu novo recorde de mortes registradas por Covid-19 nas últimas 24 horas: foram 3.668 vidas perdidas. Com isso, o país acumula 317.936 óbitos pela doença até esta terça-feira (30).

A média móvel de mortes também atingiu patamar inédito, de 2.728, uma alta de 34% em relação a 14 dias atrás. Os três estados com maior aumento percentual no número de mortes são Espírito Santo (118%), Distrito Federal (100%) e Mato Grosso do Sul (68%). Já São Paulo, com 1.209 óbitos, Paraíba, com 70, e o DF, com 94, chegaram ao pico de mortes num único dia.

Os dados são do consórcio formado por O GLOBO, Extra, G1, Folha de S.Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo e reúne informações das secretarias estaduais de Saúde divulgadas diariamente até as 20h. A iniciativa dos veículos da mídia foi criada a partir de inconsistências nos dados apresentados pelo Ministério da Saúde.

Além disso, o país teve 86.704 pessoas diagnosticadas com infecção pelo novo coronavírus, totalizando 12.664.058 casos até agora.

A "média móvel de 7 dias" faz uma média entre o número do dia e dos seis anteriores. Ela é comparada com média de duas semanas atrás para indicar se há tendência de alta, estabilidade ou queda dos casos ou das mortes. O cálculo é um recurso estatístico para conseguir enxergar a tendência dos dados abafando o ruído" causado pelos finais de semana, quando a notificação de mortes se reduz por escassez de funcionários em plantão.

Vinte e quatro unidades da federação atualizaram seus dados sobre vacinação contra a Covid-19 neste domingo. Em todo o país, 16.937.084 pessoas receberam a primeira dose de um imunizante, o equivalente a 8,00% da população brasileira. A segunda dose da vacina, por sua vez, foi aplicada em 4.946.579 pessoas, ou 2,34% da população nacional.

Nova variante da Covid-19 na França

Cientistas descobriram uma nova variante do coronavírus na França, segundo estudo publicado no periódico norte-americano "Emerging Infectious Diseases" nesta terça-feira, dia 30. Esta mutação do SARS-CoV-2 está sendo chamada de HMN.19B ou Henri-Mondor, em referência ao nome de um hospital em Crétil, em Val-de-Marne, onde primeiro foi identificada a partir de casos confirmados da Covid-19 em três profissionais no início de fevereiro.

Ela se soma às já conhecidas variantes inglesa (B.1.1.7), brasileira (P.1), sul-africana (B.1.351), californiana (CAL.20C) e nova-iorquina (B.1.526). Não há ainda, contudo, informações sobre seu grau de contágio em comparação as demais variantes conhecidas.

Vacinas podem atrasar

O Ministério da Saúde informou nesta terça-feira que só estão garantidas, até agora, 4,5 milhões de doses da vacina CoronaVac em abril. O total previsto em cronograma da pasta é de 15,7 milhões para o mês. Isso porque o Instituto Butantan avisou ao governo que depende ainda da chegada do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA), que é o ingrediente principal importado para a produção do imunizante, para assegurar as demais doses. Assim que a matéria-prima for obtida, o planejamento pode se confirmar.

O montante de 4,5 milhões será entregue ainda na primeira quinzena de abril, segundo a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde, Francieli Fontana. Ela afirmou, a secretários estaduais e municipais de Saúde, que representantes do Butantan não deram, em reunião com a pasta nesta terça-feira, uma previsão sobre a segunda quinzena do mês que vem.

— A nossa expectativa é que seria um quantitativo maior. Mas nesse alinhamento com o Butantan, hoje pela manhã, (ficou definido que) serão 4,5 milhões de doses para a primeira quinzena (de abril).

Ela apresentou, ao falar da redução da CoronaVac ante o esperado, a previsão também de 20,9 milhões de doses da AstraZeneca/Fiocruz para abril, incluindo também o dia 1º de maio. Neste caso também, há um pequena redução em relação ao cronograma divulgado pelo Ministério da Saúde no último dia 23, que apontava 23,1 milhões de doses. Mas, sobre esse imunizante, Fontana não fez comentários em relação a uma possível diminuição no montante esperado.

Somando as doses esperadas de AstraZeneca/Fiocruz (20,9 milhões) e CoronaVac (4,5 milhões), as duas únicas já usadas no país, o total é de 25,4 milhões de doses previstas entre o início de abril e 1º de maio. Com esse montante, será possível bater a meta estipulada pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, de um milhão de vacinados por dia, considerando os dias não úteis em que eventualmente os postos de vacinação não funcionam.