Brasil celebra Dia de Proteção às Florestas em meio a dados preocupantes

URUARÁ, PA. 18/07/2020 - Área preservada da Amazônia perto de Uruará (PA). ( Foto: Lalo de Almeida/ Folhapress)
URUARÁ, PA. 18/07/2020 - Área preservada da Amazônia perto de Uruará (PA). ( Foto: Lalo de Almeida/ Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Neste domingo (17) é celebrado o Dia de Proteção às Florestas. Assim como outras datas comemorativas, ela é usada para alertar sobre os problemas ambientais do Brasil --é, inclusive, parte do calendário do Ministério do Meio Ambiente.

O dia 17 de julho, porém, não é só lembrado por isso. Nele também é destacada, de modo propício, uma figura bem brasileira: o Curupira, "senhor dos animais, protetor das árvores", como apontava Câmara Cascudo (1898-1986) no "Dicionário do Folclore Brasileiro".

O ser folclórico de pequeno tamanho ("curu" e "pira" trazem a ideia de "corpo de menino"), cabelos ruivos e pés virados ao contrário já foi, inclusive, empossado no estado de São Paulo por suas funções. Em 11 de setembro de 1970, o então governador do estado, Roberto Costa de Abreu Sodré (1917-1999), promulgou uma lei na qual o Curupira se tornava "o símbolo estadual do guardião e protetor das florestas e dos animais que nelas vivem".

E, mais do que nunca, a defesa das florestas é essencial para o Brasil --e para o mundo. O país ainda conta com vastas áreas de floresta, mas elas se encontram sob ameaça.

O exemplo mais visível, até por seu magnífico porte, é a Amazônia. Após anos de devastação com tendências de queda e um aparente maior controle das atividades criminosas, o desmatamento na maior e mais biodiversa floresta tropical voltou a apresentar tendências de crescimento a partir de 2012. Mas a situação ficou mais crítica nos últimos anos.

O governo Jair Bolsonaro (PL) veio acompanhado de uma explosão na derrubada da floresta, com números anuais que já passam de uma dezena de milhares de quilômetros quadrados de desmate.

O problema, no entanto, não reside só na Amazônia. Outros importantes biomas do país também sofrem com a destruição.

Nos últimos anos, o Pantanal, a maior planície alagável do mundo, foi visto em chamas; o cerrado, com metade do tamanho da Amazônia e visado pelo agronegócio, tem altas taxas de desmate todo ano; até mesmo a mata atlântica, que já é o bioma mais devastado do país, tem registrado aumentos históricos na perda de vegetação.

E por que isso é preocupante?

A resposta mais direta é: sobrevivência. As sociedades dependem dos serviços ecossistêmicos (leia-se ar e água, por exemplo) que as florestas nos trazem.

Mas, em um mundo em crise climática, a história ainda vai além. No Brasil, o desmatamento é a principal fonte de emissões de gases de efeito estufa. Não proteger ou derrubar florestas significa agravar as mudanças no clima, pois árvores ao chão se traduzem em emissões de gás carbônico, que, por sua vez, resultam em graus a mais nos termômetros mundiais.

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