Brasil chega a 226 mil mortes por Covid-19, aponta boletim de imprensa

O Globo
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RIO — O Brasil chegou nesta terça-feira à marca de 226 mil mortes causadas pela Covid-19. Nas últimas 24 horas foram registrados 1.240 óbitos, elevando para 226.383 o total de vidas perdidas para o novo coronavírus. A média móvel foi de 1.066 mortes, 8% maior do que o cálculo de duas semanas atrás.

Foram contabilizados 56.240 novos casos desde as 20h de segunda-feira, totalizando 9.286.254 de infectados pelo Sars-CoV-2 no país. A média móvel foi de 50.095 diagnósticos positivos, 8% menor do que o cálculo de 14 dias atrás.

A "média móvel de 7 dias" faz uma média entre o número do dia e dos seis anteriores. Ela é comparada com média de duas semanas atrás para indicar se há tendência de alta, estabilidade ou queda dos casos ou das mortes. O cálculo é um recurso estatístico para conseguir enxergar a tendência dos dados abafando o ruído" causado pelos finais de semana, quando a notificação de mortes se reduz por escassez de funcionários em plantão.

Mais de dois milhões de doses de vacina contra Covid-19 já foram aplicadas no Brasil. Os dados de 23 estados apontam que 2.496.159 doses já foram aplicadas no país, o que representa 28,23% das doses disponíveis, 1,55% da população brasileira com mais de 18 anos e 1,18% da população total.

Os dados são do consórcio formado por O GLOBO, Extra, G1, Folha de S.Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo e reúne informações das secretarias estaduais de Saúde divulgadas diariamente até as 20h. A iniciativa dos veículos da mídia foi criada a partir de inconsistências nos dados apresentados pelo Ministério da Saúde.

A vacina contra a Covid-19 Sputnik V, desenvolvida pelo laboratório russo Nikolay Gamaleya, atingiu uma eficácia de 91,6% na prevenção da Covid-19 nos testes de fase 3, indica um artigo revisado por pares publicado na prestigiada revista científica Lancet nesta terça-feira. O resultado confirma os resultados preliminares divulgados no fim do ano passado e representam mais uma esperança na superação da pandemia do novo coronavírus.

A vacina é produzida desde o fim de janeiro no Brasil pela farmacêutica União Química, representante do Gamaleya e do Fundo de Investimentos Direto Russo (RDIF) no país, em escala inicial. Um pedido de uso emergencial protocolado pela companhia no dia 16 de janeiro junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) foi negado pela reguladora por não atender pré-requisitos. A regulamentação brasileira prevê que, para liberar o uso extraordinário, é necessário que ensaios clínicos tenham sido conduzidos no Brasil, o que não ocorreu.

A Anvisa afirmou nesta terça-feira que a divulgação da eficácia de 91,6% da vacina Sputnik V é uma "boa notícia", mas destacou que o imunizante cujos dados foram publicados é diferente daquele submetido à agência pela farmacêutica União Química. A agência disse ainda que precisa ter acesso aos dados completos gerados nos estudos clínicos da vacina, que ainda não foram fornecidos.