Brasil chega a 230 mil óbitos causados pela Covid-19, mostra boletim de imprensa

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O Brasil chegou nesta sexta-feira à marca de 230 mil mortes causadas pela Covid-19. Nas últimas 24 horas foram registrados 1.244 óbitos, elevando para 230.127 o total de vidas perdidas para o novo coronavírus. A média móvel foi de 1.050 mortes, 3% maior do que o cálculo de duas semanas atrás.

Foram contabilizados 51.319 novos casos desde as 20h de quarta-feira, totalizando 9.449.088 de infectados pelo Sars-CoV-2 no país. A média móvel foi de 47.087 diagnósticos positivos, 8% menor do que o cálculo de 14 dias atrás.

Nesta sexta-feira os estados Rio Grande do Norte e Roraima não divulgaram dados sobre casos e mortes causados pelo novo coronavírus.

A "média móvel de 7 dias" faz uma média entre o número do dia e dos seis anteriores. Ela é comparada com média de duas semanas atrás para indicar se há tendência de alta, estabilidade ou queda dos casos ou das mortes. O cálculo é um recurso estatístico para conseguir enxergar a tendência dos dados abafando o ruído" causado pelos finais de semana, quando a notificação de mortes se reduz por escassez de funcionários em plantão.

Mais de 3,3 milhões de doses de vacina contra Covid-19 já foram aplicadas no Brasil. Os dados de 24 estados apontam que foram 3.364.744 primeiras doses aplicadas e 1.962 de segundas doses.

Os dados são do consórcio formado por O GLOBO, Extra, G1, Folha de S.Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo e reúne informações das secretarias estaduais de Saúde divulgadas diariamente até as 20h. A iniciativa dos veículos da mídia foi criada a partir de inconsistências nos dados apresentados pelo Ministério da Saúde.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) prepara um documento para enviar à Casa Civil solicitando veto do presidente Jair Bolsonaro ao trecho da Medida Provisória aprovada na quinta-feira no Senado, que fixa prazo de cinco dias para que a Anvisa aprove vacinas que já tenham obtido aval de agências no exterior. Além disso, a Anvisa também considera mover uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para barrar a medida aprovada no Congresso.

Em entrevista ao GLOBO, o diretor-presidente da Anvisa, Antônio Barra, afirmou que o texto aprovado pelo Senado oferece risco à saúde pública e que o prazo estabelecido não é viável para análise segura de imunizantes.

Quando já contabilizava mais de dois milhões de pessoas vacinadas contra a Covid-19, o Ministério da Saúde havia recebido apenas 1.038 comunicações de eventos adversos por pessoas que já foram imunizadas. Desses casos, apenas 20 foram considerados graves, mas sua relação com as vacinas ainda precisa ser confirmada. Os dados são da última terça-feira, data da mais recente atualização da pasta.

De acordo com o consórcio de veículos de imprensa, o total de vacinados nesta quinta já ultrapassava 3 milhões de pessoas no Brasil.

Especialistas afirmam que os números baixos de queixas reforçam o perfil de segurança das vacinas, notadamente a CoronaVac, utilizada em mais de 90% das imunizações até o momento. O outro imunizante adotado no país é o da AstraZeneca/Oxford.