Brasil chega a 9,6 milhões de infectados pelo novo coronavírus e 4 milhões de vacinas já foram aplicadas

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O Brasil chegou, nesta terça-feira, à marca de 9,6 milhões de infectados pelo novo coronavírus. Nas últimas 24 horas, foram registrados 51.733 novos casos da Covid-19, totalizando 9.602.034 pessoas acometidas pela doença. A média móvel foi de 45.111 diagnósticos positivos, 12% menor do que o cálculo de 14 dias atrás. As informações são do boletim das 20h do consórcio de veículos de imprensa.

Entenda: Quem furou a fila da vacina contra a Covid-19 deve receber a segunda dose?

Foram notificados também 1.340 novas mortes causadas pela Covid-19, elevando para 233.588 o total de vidas perdidas para o Sars-CoV-2. A média móvel foi de 1.029 mortes, 2% menor do que o cálculo de duas semanas atrás.

A "média móvel de 7 dias" faz uma média entre o número do dia e dos seis anteriores. Ela é comparada com média de duas semanas atrás para indicar se há tendência de alta, estabilidade ou queda dos casos ou das mortes. O cálculo é um recurso estatístico para conseguir enxergar a tendência dos dados abafando o ruído" causado pelos finais de semana, quando a notificação de mortes se reduz por escassez de funcionários em plantão.

Mais de 4 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 já foram aplicadas em todo território nacional. Foram 4.052.986 de vacinas aplicadas em 1ª dose até agora e 49.546 em 2ª dose. Distrito Federal, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Pernambuco já começaram a vacinar pessoas do grupo prioritário com a segunda dose do imunizante. Apenas 1,91% da população brasileira recebeu a 1ª dose enquanto que 0,02% recebeu a segunda.

Os dados são do consórcio formado por O GLOBO, Extra, G1, Folha de S.Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo e reúne informações das secretarias estaduais de Saúde divulgadas diariamente até as 20h. A iniciativa dos veículos da mídia foi criada a partir de inconsistências nos dados apresentados pelo Ministério da Saúde.

Faça o teste: Qual é o seu lugar na fila da vacina?

A Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta terça-feira, por unanimidade, uma medida que isenta vacinas adquiridas por meio do consórcio Covax Facility de necessidade de registro ou autorização emergencial para serem usadas no Brasil.

A medida garante que as doses das vacinas pertencentes ao consórcio possam ser distribuídas e aplicadas no país sem passar pelo crivo da agência. A Anvisa argumenta que já faz a análise dos imunizantes junto à Organização Mundial de Saúde (OMS), que lidera o consórcio, o que dispensa a necessidade de reanálise.

As Defensorias Públicas do Estado Amazonas (DPE-AM) e da União (DPU) ingressaram com ação, na Justiça Federal, para obrigar a União a comprar novas doses de vacinas contra a Covid-19 para Manaus e sete municípios do interior do Estado, no prazo de 30 dias, revelou esta terça-feira o G1.

Segundo os defensores públicos, embora os municípios do Amazonas já tenham recebido doses, distribuídas pelo Governo Federal, e tenham dado início à campanha de vacinação, o quantitativo disponível não será suficiente para imunizar nem a primeira fase dos grupos prioritários, que compõem uma pequena parcela da população.

A aquisição deve ser feita em quantidade suficiente para imunizar, pelo menos, 70% da população de Manaus, Manacapuru, Tefé, Iranduba, Itacoatiara, Parintins, Coari e Tabatinga, em razão da grave situação epidemiológica dessas cidades.

Um novo estudo brasileiro mostra que os pacientes oncológicos com Covid-19 têm taxa de mortalidade de 16,7%, seis vezes mais que o índice global, de 2,4%. A pesquisa fortalece o argumento de especialistas da área, defensores de que as pessoas com câncer sejam prioritárias na vacinação.

A pesquisa, publicada no Journal of Clinical Oncology (JCO), foi conduzida por médicos do grupo Oncoclínicas, que identificaram e acompanharam 198 pacientes oncológicos que desenvolveram Covid-19 entre março e julho de 2020. Destes, 33 morreram.