Brasil completa duas semanas de recordes diários de média móvel de mortes; marca chegou a 1.761

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RIO — O Brasil registrou 84.047 novos casos e 2.152 novas mortes por Covid-19 nesta sexta-feira, de acordo com o boletim do consórcio dos veículos de imprensa. Agora, segundo o levantamento, o país conta com11.368.316 infecções e 275.276 óbitos provocados pela pandemia.

Já são duas semanas seguidas de recordes diários de média móvel de mortes e, nos últimos três dias, o país atingiu os maiores índices de médias móvel de casos.

Este é o terceiro dia consecutivo em que o país registra mais de 2 mil óbitos. Os oito dias com maior número de mortes desde o início da pandemia, há 1 ano, foram registrados neste mês.

Os dados são do boletim do consórcio de imprensa, uma iniciativa formada por O GLOBO, Extra, G1, Folha de S.Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo. Os veículos reúnem informações das secretarias estaduais de Saúde divulgadas diariamente até as 20h.

A média móvel de óbitos bateu o recorde pelo 14º dia consecutivo, chegando a 1.761. Trata-se de um avanço de 49% em relação ao visto 14 dias atrás.

A média móvel de casos, também observada no boletim, é de 70.925, índice 34% inferior ao visto 14 dias atrás. Esse é o maior patamar atingido desde o início da pandemia.

A "média móvel de 7 dias" faz uma média entre o número do dia e dos seis anteriores. Ela é comparada com média de duas semanas atrás para indicar se há tendência de alta, estabilidade ou queda dos casos ou das mortes. O cálculo é um recurso estatístico para conseguir enxergar a tendência dos dados abafando o ruído" causado pelos finais de semana, quando a notificação de mortes se reduz por escassez de funcionários em plantão.

Vinte e cinco estados atualizaram seus dados sobre vacinação contra a Covid-19 nesta segunda-feira. Em todo o país, 9.539.078 pessoas receberam a primeira dose de um imunizante, o equivalente a 4,50% da população brasileira. A segunda dose da vacina, por sua vez, foi aplicada em 3.467.045 pessoas, ou 1,64% da população nacional.

Nesta sexta, a pasta anunciou a aquisição de mais 10 milhões de doses da vacina Sputnik V com cronograma que prevê a entrega das primeiras 400 mil doses em abril. Segundo ele, o Ministério vai assumir ainda os memorandos de entendimento firmados por estados com a União Química para aquisição de 39 milhões de doses da vacina.

— Ontem (quinta-feira) houve uma videoconferência com os governadores do Consórcio Nordeste com a participação do ministro e ficou acertado que aqueles memorandos de entendimento, tudo aquilo que havia sido acertado, que eles transferissem para o ministério para que o ministério pudesse adquirir— disse, acrescentando:

— Há um consenso dos governadores e dessa forma esses memorandos de entendimento não só no caso do Fundo Soberano Russo, mas de outras vacinas também, estão migrando naturalmente para o ministério e estamos partindo para as negociações para podermos disponibilizar no mais curto prazo a maior quantidade possível de vacinas analisadas e aprovadas pela Anvisa, garantindo eficácia e segurança à população para que possamos o quanto antes debelar essa pandemia.

O secretário afirmou ainda que na semana que vem o governo deve assinar contrato para aquisição das doses da Pfzer e da Janssen. Segundo Franco, a assinatura ainda não ocorreu por conta das farmacêuticas.

— Esses contratos estão sendo analisados pelos setores jurídicos da Pfizer e da Janssen e, de nossa parte, do Ministério, encerramos toda a tramitação. Eles estão deliberando para aprovação e assinatura do contrato, que deve ocorrer na próxima semana. Tínhamos o desejo de que fosse na data de hoje — disse.