Brasil cria 120,9 mil vagas formais em abril, mês de agravamento da Covid

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*ARQUIVO* São Paulo, SP, Brasil, 22-07-2019: Carteira de trabalho e previdência social. Ministério do Trabalho e Emprego. (foto Gabriel Cabral/Folhapress)
*ARQUIVO* São Paulo, SP, Brasil, 22-07-2019: Carteira de trabalho e previdência social. Ministério do Trabalho e Emprego. (foto Gabriel Cabral/Folhapress)
*ARQUIVO* São Paulo, SP, Brasil, 22-07-2019: Carteira de trabalho e previdência social. Ministério do Trabalho e Emprego. (foto Gabriel Cabral/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Foram criadas 120.935 vagas com carteira assinada no país em abril, apesar do agravamento da pandemia e implementação de medidas de restrição a algumas atividades econômicas no mês. 

O saldo é resultado de 1,381 milhão de contratações e 1,260 milhão de desligamentos, segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) que foram divulgados nesta quarta (26) pelo Ministério da Economia. 

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Apesar da abertura de vagas no mês, os números mostram um desaquecimento do mercado de trabalho, pois em janeiro foram criados 261,4 mil novos contratos e em fevereiro, 398,2 mil. Desde março, com o aumento no número de casos e de mortes de Covid-19, o resultado foi menor, com abertura de 177,3 postos de trabalho em março e 120,9 mil, em abril. 

"É evidente que o ritmo de criação de empregos no mês de abril foi mais lento. Foi o mês em que atingimos o pico de mortes e maior impacto dessa segunda onda da Covid-19", disse o ministro Paulo Guedes (Economia), ao comentar os dados do Caged. 

No acumulado de janeiro a abril, o saldo no mercado de trabalho formal brasileiro é positivo, com 957,8 mil novas vagas num período de crise provocada pela pandemia. 

No mesmo período do ano passado, haviam sido fechados 763,2 mil empregos com carteira assinada, pois, em março e abril de 2020, o impacto da chegada do novo coronavírus resultou no encerramento de mais de 1 milhão contratos de trabalho formais. 

Guedes destacou essa diferença no comportamento nos dados do mercado formal. Segundo ele, isso é resultado da resiliência da economia, dos efeitos dos programas de combate à crise lançados pelo governo e também da vacinação contra o coronavírus. 

Para tentar evitar demissões em massa diante da crise, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) editou medidas provisórias para que regras trabalhistas sejam flexibilizadas novamente diante do agravamento da pandemia. 

Com isso, foi recriado o programa que permite o corte de jornada e salários de trabalhadores da iniciativa privada, além da suspensão temporária de contratos. 

O saldo de abril (criação de 120,9 mil vagas) reflete o desempenho positivo em todos os cinco grandes setores da economia brasileira. O resultado foi puxado pelo setor de serviços, que abriu 57,6 mil vagas de emprego no mês. 

Em seguida figuram construção (22,2 mil), indústria (19,9 mil novos postos), agropecuária (11,1 mil vagas abertas) e, por último, comércio (10,1 mil). 

Os dados do Caged vêm sendo questionados por especialistas. Após mudanças metodológicas implementadas em janeiro de 2020, eles afirmam não ser possível comparar os dados mais recentes com o restante da série histórica da pesquisa. 

Desde janeiro do ano passado, as informações que alimentam a base vêm do eSocial, sistema de escrituração que unificou diversas obrigações dos empregadores. Além de reunir mais informações na mesma base de dados, o novo Caged tornou obrigatório informar a admissão e demissão de empregados temporários. Antes, essa comunicação era facultativa.

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