Brasil cria 401,6 mil vagas de emprego formal em fevereiro

Fernanda Trisotto
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BRASÍLIA – Após um desempenho positivo no início do ano, o Brasil criou mais 401.639 vagas de emprego formal em fevereiro. O primeiro bimestre de 2021 foi marcado por indicadores positivos para a atividade econômica, antes do recrudescimento da pandemia da Covid-19.

Os números são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e foram divulgados nesta terça-feira pelo Ministério da Economia.

Além de aproveitar os resultados positivos iniciados no segundo semestre de 2020, o desempenho também reflete os efeitos residuais do programa de manutenção do emprego e renda (BEm), que permitiu acordos de redução de jornada e suspensão de contrato, com previsão de estabilidade. Até março, pelo menos 3 milhões de trabalhadores ainda terão essa garantia provisória.

O Caged teve uma mudança de metodologia em 2020, e passou a usar dados mais abrangentes. Mesmo assim, o governo considera a série histórica completa desde 1992 e afirma que é possível manter comparações entre as informações.

Reedição do programa do emprego

O governo já confirmou que vai reeditar o programa de manutenção do emprego e renda (BEm), que vigorou em 2020 pela medida provisória (MP) 936. O BEm, junto do auxílio emergencial, é considerado uma das ações mais bem sucedidas de mitigação dos efeitos da pandemia.

Desde o início do ano, a equipe econômica vem trabalhando na modelagem do novo programa. O principal ponto a ser definido é o financiamento da ação. A proposta inicial era de promover uma reforma do seguro-desemprego para viabilizar a compensação financeira.

A sugestão desagradou o presidente Jair Bolsonaro, e a alternativa para bancar a iniciativa seria atrasar o calendário de pagamento do abono salarial. A alteração já foi autorizada pelo Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat), mas os recursos acabaram direcionados para aumentar emendas parlamentares.