Brasil defende envolvimento da ONU na democratização da Líbia

Rio de Janeiro, 21 out (EFE).- O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, defendeu nesta sexta-feira o envolvimento da ONU e da comunidade internacional na elaboração de um calendário para realizar um processo democrático na Líbia, que inclua a realização de eleições e a redação de uma nova Constituição.

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"O importante agora é olhar para o futuro. É muito importante trabalharmos no âmbito das Nações Unidas", declarou o ministro, citado pela "Agência Brasil".

Ele afirmou que a ONU deve estabelecer um cronograma, que conte com o acompanhamento da comunidade internacional, focado na democratização líbia, "com eleições, com o estabelecimento de uma Constituição e com a estabilização política do país, quanto em relação à reconstrução".

Patriota, que participou da Conferência Mundial sobre Determinantes Sociais da Saúde, promovida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), destacou que, durante os meses de conflito entre os revolucionários líbios e as tropas leais ao ex-líder Muammar Kadafi, morto nesta quinta-feira em Sirte, "houve muita destruição" e, por isso, "há necessidades e carências de todo tipo".

O chanceler disse ainda que o objetivo é contribuir "para que a Líbia possa, de fato, ter um futuro de estabilidade, de progresso, de desenvolvimento e democracia" e expressou a disposição do Governo brasileiro em ajudar o país em trabalhos como, por exemplo, a retirada de minas terrestres.

Além disso, Patriota pediu às empresas brasileiras que atuavam na Líbia antes do início do conflito que retornem e contribuam para fortalecer a economia líbia. EFE

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