Brasil destaca nova política marítima nacional em Cúpula Mundial dos Oceanos, em Lisboa

AP - Silvia Izquierdo

O Brasil deve aprovar, em breve, uma nova política marítima nacional. O documento, com dez objetivos base, está sendo finalizado por um grupo de trabalho interministerial, depois de dois anos de discussões com agentes públicos e sociedade civil.

Caroline Ribeiro, correspondente da RFI em Lisboa

Detalhes da nova política foram discutidos durante a décima edição da Cúpula dos Oceanos, que se encerra na tarde desta quarta-feira, 1° de março, em Lisboa.

A nova política nacional para o mar ainda está em fase de elaboração, mas desde que os especialistas começaram os trabalhos, os objetivos estão bem definidos. “Já vem sendo discutido desde o governo passado. A gente percebe um alinhamento, precisamos focar no que o país precisa para o oceano, isso está bem delineado”, explica à RFI o coordenador do grupo de trabalho interministerial e chefe do Observatório Marítimo Nacional, André Beirão.

Entre os pontos contemplados no documento estão a preservação da soberania nos espaços marítimos, cooperação internacional, importância da biodiversidade e desenvolvimento da ciência e tecnologia voltadas para o mar.

O coordenador do grupo de trabalho interministerial que elabora a política foi o único painelista brasileiro convidado para participar da Cúpula Mundial dos Oceanos, organizada pela revista britânica The Economist. André Beirão explica que a nova política deve ser integrada a vários ministérios.

Cúpula e desafios


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