Brasil é o líder mundial do ranking do crescimento das compras online

Pandemia da Covid-19 resultou na adaptação de muitas lojas para venderem seus produtos de maneira virtual (Getty Creative)
Pandemia da Covid-19 resultou na adaptação de muitas lojas para venderem seus produtos de maneira virtual (Getty Creative)
  • Brasil lidera o ranking mundial de crescimento das vendas online

  • Pandemia da Covid-19 e índice de penetração de compras online contribuíram para o cenário

  • O brasileiro foi o latino-americano que mais fez compras online durante a pandemia

Um levantamento da CupomValido, divulgado nesta terça-feira (02), comprovou que o Brasil lidera o ranking mundial de crescimento das vendas online: 22,2% somente no ano de 2022.

A pesquisa também fez projeções igualmente animadoras para os próximos três anos. Entre 2022 e 2025, a expectativa de crescimento das compras online no Brasil seria de 20,73%. Esse índice é quase duas vezes maior que a média mundial (11,35%) e acima de países notadamente desenvolvidos como o Japão (14,7%), os Estados Unidos (14,55%) e a França (11,68%).

De acordo com a CupomValido, pelo menos dois fatores contribuíram para o crescimento das vendas online no Brasil: o primeiro seria a pandemia da Covid-19, que resultou na adaptação de muitas lojas para venderem seus produtos de maneira virtual e que resultou consequentemente na variação dos métodos de pagamento instantâneos, como o Pix, e de entregas rápidas. Já o segundo seria o índice de penetração de compras online, ainda tímido no Brasil.

O levantamento citou ainda algumas porcentagens de compras online feitas em alguns países nos últimos 12 meses. No caso do Reino Unido, esse índice foi de 84%. Nos Estados Unidos e no Japão, a taxa foi de 77%. Na Alemanha, a taxa foi de 74%.

Outro ponto de vista

O brasileiro foi o latino-americano que mais fez compras online durante a pandemia, segundo o estudo Barometro Covid-19, realizado pela consultoria Kantar. Dos mais de onze mil entrevistados em 21 países latino-americanos, 24% passaram a consumir pela internet. A média de outras regiões é de 27%.

Com o intuito de investigar hábitos mantidos durante a pandemia da Covid-19, a pesquisa apontou que, enquanto 28% do restante dos latino-americanos mantiveram suas atividades físicas, apenas 14% dos brasileiros permaneceram se exercitando.

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