Brasil está disposto a acolher religiosos católicos perseguidos na Nicarágua, diz Bolsonaro na ONU

Em discurso na Assembleia Geral da ONU nesta terça-feira (20), o presidente Jair Bolsonaro afirmou que as portas do Brasil estão abertas aos religiosos católicos perseguidos pelo regime de Daniel Ortega na Nicarágua.

"O Brasil abre suas portas para acolher os padres e freiras católicos que têm sofrido cruel perseguição do regime ditatorial da Nicarágua", garantiu na tribuna das Nações Unidas.

Em um discurso com tom eleitoral, Bolsonaro descreveu os avanços obtidos em seu governo e se declarou "defensor incondicional" da liberdade de expressão e do direito religioso no Brasil.

Seu governo, afirmou, "tem trabalhado para trazer o direito à liberdade de religião para o centro da agenda internacional de direitos humanos", uma garantia "essencial" de que "todos tenham o direito de professar e praticar sua orientação religiosa, sem discriminação".

O Brasil, que tradicionalmente é o primeiro a falar na abertura da Assembleia Geral que começou nesta terça-feira em Nova York, "repudia a perseguição religiosa em qualquer lugar do mundo".

O presidente pediu também "um cessar-fogo imediato" na Ucrânia e defendeu que se mantenham os "canais de diálogo" para resolver um conflito que já dura sete meses e cujo impacto "coloca a todos na contramão dos objetivos de desenvolvimento sustentável".

Após pedir uma reforma do sistema da ONU, Bolsonaro disse que "80% da Amazônia permanece intacta", apesar das notícias da imprensa internacional afirmarem o contrário.

A poucas semanas das eleições de 2 de outubro, Bolsonaro, que disputa a reeleição contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), garantiu que "extirpamos a corrupção sistêmica" que existiu entre 2003 e 2015, durante o período que "a esquerda presidiu o Brasil".

Citou também o "endividamento" da Petrobras por "má gestão e desvios" que chegou à casa dos US$ 170 bilhões. "Este é o Brasil do passado", declarou.

Bolsonaro apresentou às delegações dos 193 países da ONU um Brasil em “total recuperação” até o final de 2022 e a pobreza em queda “acelerada, apesar da guerra na Ucrânia estar colocando a economia mundial em xeque.

Também destacou que o país já recebeu mais de 350 mil venezuelanos que “fugiam da violência e da fome”, além de haitianos, sírios, afegãos e ucranianos.

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