Brasil 'está preparado' para enfrentar Covid-19, diz secretário do Ministério da Saúde

Leandro Prazeres, Renata Mariz e André de Souza
O secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo dos Reis

O secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo Reis, disse nesta terça-feira que o número de leitos de UTI do Brasil, até o momento, "está preparado" para enfrentar a epidemia causada pelo novo coronavírus. Segundo ele, o Brasil tem um leito de UTI para cada 10 mil habitantes, proporção maior que países como o Reino Unido, Itália e França.

- Nós entendemos que o nosso sistema de saúde está preparado e nosso quantitativo de leitos de UTI é adequado às demandas até o presente momento - afirmou o secretário.

Gabbardo afirmou que, diante da nova demanda representada pela epidemia da Covid-19, o sistema de saúde terá que fazer ajustes, mas que a quantidade de leitos de UTI no país já colocaria o Brasil em uma situação mais confortável que a de países como a França, Itália e Reino Unido.

- A França tem 1,05 leitos para cada 10 mil habitantes. A Itália, que está com enorme dificuldade, tem menos de 1 leito para cada 10 mil habitantes: 0.83 leito. O Reino Unido tem 0,6 leito por 10 mil habitantes. O Brasil, que não tem estrutura nenhuma, que é precário, tem 2,6 leitos de UTI para cada 10 mil habitantes antes da ampliação - disse Gabbardo em relação às críticas sofridas pelo sistema de saúde do país.

Sem mencionar detalhes, Gabbardo afirmou que o Brasil vai ampliar a quantidade de leitos de UTI em razão do novo coronavírus e voltou a afirmar que o país está preparado para enfrentar a epidemia.

- Vamos colocar acréscimos de leito de UTI maior do que todo o Reino Unido e toda a Itália [...] O Ministério da Saúde e o governo estão se preparando, mas não vamos desmoralizar o nosso sistema de saúde. Ele é organizado, é robusto e está preparado para enfrentar as adversidades - disse Gabbardo.

De acordo com o Ministério da Saúde, país tem 14,8 mil leitos de UTI para adultos. Nos últimos dias, o governo anunciou a licitação para a construção de mais 2 mil unidades. O número, no entanto, é inferior aos 2.960 recomendado como necessário pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB).

Nos últimos dias, governos estaduais como o de São Paulo e do Distrito Federal anunciaram a construção de leitos de UTI adicionais para receber pacientes com a Covid-19.