Brasil está entre os três países com maior inflação no mundo

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Moedas e notas de Real brasileiro. O país sofre com a terceira maior inflação do mundo. (Photo by Luiz Souza/NurPhoto) (Photo by NurPhoto/NurPhoto via Getty Images)
Moedas e notas de Real brasileiro. O país sofre com a terceira maior inflação do mundo. (Photo by Luiz Souza/NurPhoto) (Photo by NurPhoto/NurPhoto via Getty Images)
  • País tem a terceira maior inflação do mundo, atrás apenas de Argentina e Turquia; 

  • Cenário é agravado pelo câmbio desvalorizado e a insegurança fiscal; 

  • Grandes responsáveis da alta da inflação brasileira são energia e combustíveis;

A percepção do brasileiro sobre a inflação aumenta cada vez mais. Embora não seja uma realidade exclusiva do Brasil, o cenário local é agravado pelo câmbio desvalorizado, com o dólar alto, somado a insegurança fiscal. Essas particularidades fazem com que o país fique em terceiro lugar entre as maiores inflações do mundo, segundo dados colhidos pela CNN Brasil.

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Toda a cadeia produtiva sentiu o baque da inflação, uma vez que o efeito ocorre de forma generalizada na economia. Os principais responsáveis pela grande alta são a energia elétrica, que chegou a ganhar uma tarifa extra nova por conta da crise hídrica, e os combustíveis. Só a energia elétrica já acumula alta de 25% no ano. A gasolina, mais de 70%. Isso acontece porque o custo da energia e do combustível afeta toda a cadeia produtiva, atingindo diretamente o consumidor final.

Comparação da inflação coloca o Brasil com a 3ª maior do mundo

Ao comparar a inflação nas principais economias do mundo, o Brasil, com 10,25% ao ano, fica apenas atrás da Argentina, que vive uma das piores crises inflacionárias de sua história, com 52,5% ao ano, e da Turquia, um dos países que mais sofreram com o câmbio durante a pandemia, com uma inflação de 19,89% ao ano, segundo dados da CNN Brasil colhidos junto a Trade Economics. Fechando o top 5, estão a Rússia, com 8,13%, e o México, com 6,24% ao ano.

Segundo Roberto Dumas, professor de economia do Insper, a razão pra esse número pode ser de uma soma de fatores: “O choque de oferta causado pela pandemia de Covid-19 atingiu o mundo inteiro, mas o Brasil ainda teve a forte desvalorização da sua moeda, um componente a mais para que a inflação acelerasse”, explica Dumas. Para ele, o cenário não é dos mais animadores. “Em um contexto de aumento do risco fiscal, os investidores tendem a retirar seu capital do país e o dólar deve subir ainda mais ante o real”, disse, em entrevista à CNN Brasil. 

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