Brasil está virando ‘grande fazenda’, diz governo da Bahia após saída da Ford

Marcus Couto
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Funcionários da Ford protestam. (Foto: AP Photo/Andre Penner)
Funcionários da Ford protestam. (Foto: AP Photo/Andre Penner)

O governador da Bahia, Rui Costa, afirmou em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo que, na sua visão, o Brasil está virando uma “grande fazenda” por conta da saída de grandes empresas, como a Ford, e uma ênfase na produção nacional de commodities agrícolas.

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O estado abrigava uma das três fábricas que serão fechadas pela montadora americana no Brasil. Ao menos 5 mil empregos diretos serão cortados.

Mas, segundo órgãos sindicais, essas perdas podem ser muito maiores, e afetarão até 50 mil empregados que se relacionam às cadeias produtivas dessas fábricas fechadas.

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“Não há planejamento. O que pensamos nos últimos cinco anos para aumentar o investimento em tecnologia e a industrialização? Nada. Estamos satisfeitos em nos tornarmos uma grande fazenda”, disse Rui Costa à Folha.

“Não dá para imaginar que o Brasil já teve uma indústria relevante, que viu florescer a indústria do petróleo, que teve grandes construtores disputando contratos para obras internacionais ter entrado nesse vazio”, disse. “Há cinco anos, o Brasil vive uma crise institucional forte, que paralisou as reformas e os investimentos. O capital é avesso a risco e o Brasil se tornou um país de alto risco”.

A Ford anunciou nesta segunda-feira (11) seus planos de encerrar as operações no Brasil, em Camaçari (BA), Taubaté (SP) e Horizonte (CE).

Atualmente, a montadora possui 6.171 funcionários no Brasil, e apenas uma pequena parte da operação, como vendas e assistência técnica, deve se manter no país.

A Ford, em comunicado, alegou ociosidade da produção, agravada pela pandemia do novo coronavírus.

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