Brasil não deve aplicar quarta dose contra covid no momento, diz Queiroga

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Ministro diz que, no entanto, quarta dose não está totalmente descartada. Foto: Alexandre Schneider/Getty Images.
Ministro diz que, no entanto, quarta dose não está totalmente descartada. Foto: Alexandre Schneider/Getty Images.
  • Decisão veio após avaliação técnica do Ministério da Saúde

  • Quarta dose ainda poderá ser a "dose de 2022", diz ministro

  • Vacinação infantil precisa de maior adesão dos pais, diz Queiroga

O Brasil não deve aplicar a quarta dose da vacina contra covid-19 por hora, segundo o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, em pronunciamento nesta segunda-feira (7), após avaliação de técnicos da pasta. Ainda assim, o ministro afirmou que a segunda dose de reforço pode ser a “dose de 2022”.

"A área técnica tem discutido isso. A secretária Rosana [Leite de Melo, secretária extraordinária de enfrentamento à Covid do Ministério da Saúde] conversou comigo na sexta-feira passada e disse que o grupo técnico, neste momento, não avalia aplicar a quarta dose. Mas na prática seria a dose de 2022. O que nós temos é doses para garantir que todas as doses necessárias que sejam recomendadas pelos técnicos sejam disponibilizadas para a população brasileira", afirmou Queiroga.

O ministro disse que a prioridade no momento é garantir a vacina. Segundo ele, já foram distribuídas 430 milhões de doses e que há imunizantes suficientes para caso se decida aplicar a quarta dose na população.

Queiroga ainda chamou a vacina de “grande força” para o combate da variante Ômicron e afirmou que a vacinação é necessária para combater os efeitos mais graves da covid-19.

Vacinação infantil

O ministro aproveitou ainda para afirmar que o ministério tem buscado “trazer os pais” para a vacinação de forma a aumentar a adesão, mas que não tornará a vacina obrigatória. Segundo Queiroga, a resistência à vacinação não tem relação apenas com as crianças.

“Já tem mais de 70 milhões de doses de vacina com os estados e municípios. Então essa questão não só se verifica com a questão das crianças de 5 a 11 anos. É claro que é um tema mais sensível, as crianças. Essas vacinas foram desenvolvidas num curto espaço de tempo, isso é um grande avanço da ciência. Nós temos que avançar de maneira sustentada, trazendo os pais para buscar a vacinação, sem obrigá-los, porque é pior. Então vamos trabalhar para que todos possam exercer esse direito”, disse.

A expectativa da pasta é que as doses suficientes para vacinar todas as crianças entre 5 e 11 anos sejam entregues até a próxima semana.

“Estamos trabalhando fortemente para antecipar doses infantis, para que os pais também exerçam o direito de vacinar seus filhos. Até 15 de fevereiro nós distribuiremos doses para vacinar todas as crianças de 5 a 11 anos”.

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