Brasil ocupa 110º lugar no ranking de liberdade de imprensa entre 180 países

Em relação a 2021, Brasil subiu uma posição no ranking de liberdade de imprensa (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
Em relação a 2021, Brasil subiu uma posição no ranking de liberdade de imprensa (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

Resumo da notícia

  • Brasil ocupa o 110º lugar em ranking de liberdade de imprensa

  • Em relação a 2021, país subiu uma posição

  • Segundo a organização Repórteres sem Fronteiras, liberdade de imprensa diminuiu no país desde o início do governo Bolsonaro

O Brasil ocupa o 110º lugar entre 180 países no ranking de liberdade de imprensa. O país subiu uma posição em relação a 2021, quando estava em 111º. A lista é elaborada pela organização Repórteres sem Fronteira e está na vigésima edição.

O relatório cita o Brasil como um dos locais onde o discurso contra a imprensa cresceu e destacou que, no país, os ataques contra jornalistas são cada vez mais visíveis e violentos. No país, uma preocupação é com o assédio que acontece nas redes sociais, com campanhas de difamação e intimidação, especialmente contra jornalistas mulheres.

A Organização Repórteres Sem Fronteiras afirmou que a queda do Brasil no ranking de liberdade de imprensa tem relação direta com o governo de Jair Bolsonaro (PL). Desde a posse do presidente, o país caiu na lista.

O Brasil está em atrás de outros países da América do Sul, como Peru (77º) e Chile (82º). Os países que ocupam as cinco melhores colocações são Noruega (1º), Dinamarca (2º), Suécia (3º), Estônia (4º) e Finlândia (5º).

Já os cinco piores colocados são Birmânia (176º), Turcomenistão (177º), Irã (178º), Eritreia (179º) e Coreia do Norte (180º). A Rússia, que invadiu a Ucrânia, está na 155º colocação.

Ataques contra mulheres

Um dos destaques do relatório da organização Repórteres sem Fronteiras, em parceria com o portal Gênero e Número, é para os efeitos da hostilidade contra jornalistas mulheres e LGBT+, em especial no ambiente online.

“Para 93% das jornalistas a desinformação é um fenômeno muito grave, e 55% avaliam que a desinformação tem um impacto cotidiano em suas rotinas profissionais. 86% das respondentes avaliam também que a violência online contra a imprensa é um efeito diretamente relacionado à desinformação”, aponta o documento.

Além disso, segundo o relatório, a cada dez jornalistas, oito disseram ter mudado o comportamento nas redes sociais para evitar ataques.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos