Brasil passa de 162 mil mortes de Covid-19, diz boletim de imprensa

Bruno Alfano
·2 minuto de leitura

RIO DE JANEIRO - O Brasil passou nesta sexta-feira de 162 mil mortes por Covid-19. Nas últimas 24 horas o país registrou 18.247 óbitos e 256 casos. Com isso, são 5.632.505 infectados e 162.035 vidas perdidas desde o começo da pandemia, segundo o boletim das 20h de veículos da imprensa.

No entanto, os estados do Amazonas, Santa Catarina e São Paulo não conseguiram informar os números de mortes e casos por conta de problemas técnicos do portal do Ministério da Saúde. O Rio de Janeiro também teve problema, mas apenas com os dados de óbitos. Já o Amapá não registrou seus dados de Covid-19 porque vive um apagão nos últimos três dias.

Por isso, os dados do boletim desta sexta-feira não somaram os dados dos quatro estados, nem o de mortes do Rio de Janeiro.

Assim, a média móvel ficou em 353. A "média móvel de 7 dias" faz uma média entre o número de mortes do dia e dos seis anteriores. Ela é comparada com média de duas semanas atrás para indicar se há tendência de alta, estabilidade ou queda. O cálculo é um recurso estatístico para conseguir enxergar a tendência dos dados abafando o "ruído" causado pelos finais de semana, quando a notificação de mortes se reduz por escassez de funcionários em plantão.

O consórcio de veículos de imprensa é formado por O GLOBO, Extra, G1, Folha de S.Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo e reúne informações das secretarias estaduais de Saúde divulgadas diariamente até às 20h.

A iniciativa dos veículos da mídia foi criada a partir de inconsistências nos dados apresentados pelo Ministério da Saúde.

Crianças infectadas com o novo coronavírus produzem anticorpos mais fracos e em menor quantidade do que os adultos, sugerindo que eliminam a infecção muito mais rapidamente, de acordo com um estudo da Universidade Columbia, de Nova York, publicado nesta quinta-feira (5) na "Nature Immunology".

Outras pesquisas já haviam sugerido que uma resposta imunológica excessivamente forte pode ser a principal razão para pessoas que ficam gravemente doentes ou morrem devido à Covid-19.

Paradoxalmente, uma resposta imunológica mais fraca em crianças pode indicar que elas eliminam o vírus antes que ele tenha a chance de causar estragos no corpo. E também pode ajudar a entender por que geralmente elas não têm sintomas graves da Covid-19. Mais: também pode revelar por que é menos provável que transmitam o vírus a outras pessoas.

— Pode ser que eles sejam infecciosos por um período mais curto — disse Donna Farber, imunologista da Universidade Columbia.