Brasil passa de 8 milhões de casos de Covid-19 e tem a maior média móvel de mortes dos últimos 128 dias

Bruno Alfano
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Foto: Bruno Rocha/Fotoarena / Agência O Globo

RIO — O Brasil registrou nesta sexta-feira, 1.379 mortes e 84.977 casos por Covid-19 nas últimas 24 horas. Com isso, foram 201.542 vidas foram perdidas para o novo coronavírus e 8.015.920 foram infectados. A média móvel de mortes ficou em 872, a maior desde 03 de setembro, há 128 dias. A de casos ficou em 45.294.

A "média móvel de 7 dias" faz uma média entre o número do dia e dos seis anteriores. Ela é comparada com média de duas semanas atrás para indicar se há tendência de alta, estabilidade ou queda dos casos ou das mortes. O cálculo é um recurso estatístico para conseguir enxergar a tendência dos dados abafando o "ruído" causado pelos finais de semana, quando a notificação de mortes se reduz por escassez de funcionários em plantão.

O número total de casos registrados nesta sexta-feira foi o maior desde o início da pandemia. No entanto, o estado do Paraná registrou mais de 30 mil casos antigos que foram revisados.

Os dados são do consórcio formado por O GLOBO, Extra, G1, Folha de S.Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo e reúne informações das secretarias estaduais de Saúde divulgadas diariamente até as 20h. A iniciativa dos veículos da mídia foi criada a partir de inconsistências nos dados apresentados pelo Ministério da Saúde.

A Defensoria Pública da União (DPU) pediu nesta sexta-feira o adiamento do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) à Justiça Federal da 3ª Região, devido ao aumentos de casos da Covid-19. As provas do exame estão previstas para ocorrer de forma presencial nos dias 17 e 24 deste mês e de forma virtual em 31 de janeiro e 7 de fevereiro.

"Temos agora uma prova agendada exatamente no pico da segunda onda de infecções, sem que haja clareza sobre as providências adotadas para evitar-se a contaminação dos participantes da prova, estudantes e funcionários que a aplicarão", escreveu a DPU na peça.

Procurados pelo GLOBO, Inep e MEC ainda não se manifestaram sobre o pedido da DPU.

O documento pede que a prova seja adiada "até que possa ser feito de maneira segura, ou ao menos enquanto a situação não esteja tão periclitante quanto agora". Ao todo, mais de 5,7 milhões de inscrições foram confirmadas nesta edição, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

A Fiocruz pediu, nesta sexta-feira, à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a autorização emergencial para uso da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford (Reino Unido) em parceria com a AstraZeneca. O prazo para análise é de dez dias.

Segundo a Anvisa, a solicitação é para o uso de 2 milhões de doses de vacinas importadas do laboratório Serum, da Índia. Também na manhã desta sexta-feira, o Instituto Butantan pediu autorização emergencial de uso para a CoronaVac. A expectativa é que as doses cheguem ao Brasil nos próximos dias e sejam rotuladas na Fiocruz e distribuídas no Brasil. Além do pedido de autorização emergencial de uso, a Fiocruz deve solicitar o registro definitivo até o dia 15 de janeiro.