Brasil passa dos 350 mil mortos por Covid-19, com média diária de mais de 3.000

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SÃO PAULO, SP, 07.04.2021: Funcionário trabalha na abertura de valas no cemitério da Vila Formosa, na zona leste de São Paulo. A Prefeitura de São Paulo vai abrir 600 valas por dia nos cemitérios públicos da capital para atender a demanda de sepultamentos de mortos pela Covid-19. Somente no cemitério da Vila Formosa são seis retroescavadeiras trabalhando. Antes, eram quatro. (Foto: Eduardo Anizelli/ Folhapress)
SÃO PAULO, SP, 07.04.2021: Funcionário trabalha na abertura de valas no cemitério da Vila Formosa, na zona leste de São Paulo. A Prefeitura de São Paulo vai abrir 600 valas por dia nos cemitérios públicos da capital para atender a demanda de sepultamentos de mortos pela Covid-19. Somente no cemitério da Vila Formosa são seis retroescavadeiras trabalhando. Antes, eram quatro. (Foto: Eduardo Anizelli/ Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Brasil superou neste sábado (10) a marca de 350 mil mortes por Covid-19, segundo dados levantados por veículos de imprensa junto às secretarias estaduais de saúde.

Ao todo, foram registradas até agora 351.469 mortes no país --o número real de mortes pela doença, no entanto, tende a ser maior, uma vez que especialistas estimam que pode haver uma subnotificação de até 50% nos óbitos.

Só de ontem para hoje, foram registradas 2.535 novas mortes. Mas, quando se considera os últimos sete dias, há uma média diária de 3.025 brasileiros mortos pela Covid-19, a chamada média móvel. É a terceira vez que esse número passa dos 3.000, todas elas só neste mês, e está acima de 2.000 desde 17 de março.

O país demorou 18 dias para saltar dos 300 mil para os 350 mil. Isso mostra uma aceleração da pandemia, já que antes o salto entre os 250 mil e os 300 mil mortos havia demorado 29 dias para acontecer. Já o avanço de 50 mil mortes anterior a esse demorou 49 dias.

Além disso, foram registrados 68.270 novos casos da doença. Assim, o Brasil soma 13.443.684 pessoas infectadas pelo novo coronavírus desde o início da pandemia. Isso significa que

Os dados do país, coletados até as 20h, são fruto de colaboração entre Folha, UOL, O Estado de S. Paulo, Extra, O Globo e G1 para reunir e divulgar os números relativos à pandemia do novo coronavírus. As informações são coletadas diariamente com as secretarias de Saúde estaduais.

Com esses números, o Brasil é hoje o país onde mais se morre pela pandemia. Em números totais, do começo da pandemia até aqui, estamos atrás apenas dos Estados Unidos, que soma 561 mil mortes, segundo dados da universidade americana Johns Hopkins, que monitora o avanço da doença pelo mundo.

Logo abaixo do Brasil estão México, com 207 mil mortos, e a Índia, que tem população mais de seis vezes maior que a brasileira e registrou 168 mil mortes.

O consórcio de imprensa também atualizou as informações repassadas sobre a vacinação contra a Covid.

Ao todo, 23.077.025 pessoas já receberam a primeira dose do imunizante, e 6.978.834, a segunda, de acordo com as informações disponibilizadas pelas secretarias de Saúde.

Na sexta (9), a OMS (Organização Mundial da Saúde) afirmou que o Brasil precisa tomar outras medidas além da vacina para domar a Covid-19.

Segundo a OMS, embora seja crucial imunizar idosos e profissionais de saúde para reduzir mortes desnecessárias, continua sendo essencial identificar pessoas infectadas e isolá-las rapidamente. Além disso, é preciso evitar contatos entre as pessoas para segurar a transmissão e evitar o aparecimento de novas variantes que escapem da vacina.

A iniciativa do consórcio de veículos de imprensa ocorre em resposta às atitudes do governo Jair Bolsonaro (sem partido), que ameaçou sonegar dados, atrasou boletins sobre a doença e tirou informações do ar, com a interrupção da divulgação dos totais de casos e mortes. Além disso, o governo divulgou dados conflitantes.

Neste sábado, os dados oficial do Ministério da Saúde apontam para 351.344 mortos pela doença e 13.445.006 contaminações confirmadas.