Brasil passa o Reino Unido e se torna o terceiro país com mais casos de COVID-19

(ARQUIVO) Esta foto de arquivo tirada em 12 de abril de 2020 mostra uma bandeira brasileira sendo projetada na mundialmente famosa estátua do Cristo Redentor em meio à pandemia de coronavírus no Rio de Janeiro.

O Brasil, com um total de 254.220 casos, tornou-se nesta segunda-feira (18) o terceiro país com o maior número de casos confirmados de coronavírus, superando o Reino Unido, que tem quase 250.000 infectados.

Nas últimas 24 horas, o país mais afetado pela pandemia na América Latina registrou 13.540 novos casos, segundo dados oficiais, embora o número total, segundo especialistas, possa ser 15 vezes maior, devido à falta de exames.

Em apenas 72 horas, o Brasil passou a França, a Itália e a Espanha, saltando do sexto para o terceiro lugar em casos de COVID-19. Os Estados Unidos (1,5 milhão) e a Rússia (290.678) ocupam as primeiras posições.

Em número de mortos, o Brasil permanece em sexto lugar, com 16.792 mortes, 674 a mais do que as registradas até domingo no país, que tem mais de 210 milhões de habitantes.

À medida que a pandemia avança, o Ministério da Saúde é liderado provisoriamente pelo general Eduardo Pazuello, que substituiu o oncologista Nelson Teich na sexta-feira.

Teich deixou o Ministério depois de apenas 28 dias no governo de Jair Bolsonaro, que descreveu a COVID-19 como "gripezinha" e defende o fim das medidas de quarentena, bem como a administração de cloroquina no tratamento da doença.

O Ministério da Saúde informou pouco depois de perder seu titular que prepara novas diretrizes para o tratamento dos infectados com o novo coronavírus.

"O objetivo é iniciar o tratamento antes que a condição piore e seja necessário o uso de uma unidade de terapia intensiva", diz a nota, sem especificar o tratamento.

O protocolo atual do Ministério da Saúde orienta o uso de cloroquina apenas em casos moderados ou graves.

O antecessor de Teich, Luiz Henrique Mandetta, disse em entrevista publicada nesta segunda-feira pelo jornal Folha de S.Paulo que o Brasil ainda tem cerca de doze semanas "difíceis" pela frente.

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