Brasil perde posições em ranking internacional de crescimento

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SÃO PAULO. O crescimento econômico brasileiro de 1,2% no primeiro trimestre do ano, se por um lado veio mais forte que o esperado no começo de 2021, por outro decepciona na comparação internacional. Segundo levantamento da Austin Rating, o país está na 19a. posição em um levantamento de 50 países que já apresentaram os resultados do começo de 2021. A posição é pior que a percebida no quarto trimestre de 2020, quando o Brasil apresentou o 12o. maior crescimento entre as nações analisadas.

– Olhando para dentro, parece que tivemos um bom crescimento, porém olhando para o mundo não estamos tão bem assim – Alex Agostini, economista-chefe da Austin Rating que lembra, contudo, que é preciso fazer algumas ressalvas para esta análise: – Alguns países passara a segunda onda da pandemia antes do Brasil, alguns países também começaram a vacinação antes do brasil e por último ao tipo de ajuda do governo, que ocorreu no Brasil, mas que em outras nações foi muito melhor, devido ao fato destes países terem uma situação fiscal muito melhor que nós.

O ranking do crescimento do primeiro trimestre de 2021 comparado ao quarto trimestre de 2002, já descontando variações sazonais, é liderado pela Croácia (com alta de 5,8%), Hong Kong (5,4%) e Estônia (4,8%). O Brasil vê outros dois países latinos com melhor qualificação na tabela: Chile (quarto lugar, com crescimento de 3,2% no primeiro trimestre) e Colômbia (sétima posição, com alta de 2,9%).

O Brasil ainda foi atrás de outros emergentes como Malásia (2,7% de alta) e Turquia (1,7%) e de nações avançadas como Estados Unidos (1,6%) e Canadá (1,4%). Porém apresentou resultado superou a China (0,6%).

No relatório, Agostini prevê uma alta de 3,3% do PIB em 2021 e de 3% para 2022. “Apesar de indicar um potencial maior de crescimento para 2021, por ora, optamos em preservar nossas projeções em virtude: i) do processo de aperto monetário, inclusive com possível maior dosagem nas doses de alta da Selic nas próximas reuniões; ii) acirramento da crise hídrica; iii) processo lento de imunização contra covid; iv) forte elevação dos custos de produção, com destaque para as altas recordes dos preços das commodities; v) cenário fiscal ainda fragilizado; e vi) redução dos estímulos monetários nas economias desenvolvidas”, afirmou.

Um grupo de 21 dos 50 países listados apresentaram retração no primeiro trimestre do ano em relação ao fim de 2020. A maior parte da lista é de países europeus, que começaram 2021 com um forte pico de infecções do novo coronavírus e medidas restritivas de circulação. Reino Unido, França, Alemanha e Portugal, por exemplo, está nesta categoria, que agora, com baixa circulação do vírus e vacinação mais efetiva que a brasileira, tende a ver uma recuperação econômica mais veloz.

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