Brasil pode entrar em "lista suja" da ONU por causa de dossiê antifascista

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People take part in a demonstration against the government of President Jair Bolsonaro, in Rio de Janeiro, Brazil, on June 29, 2020. (Photo by Fabio Teixeira/NurPhoto via Getty Images)
People take part in a demonstration against the government of President Jair Bolsonaro, in Rio de Janeiro, Brazil, on June 29, 2020. (Photo by Fabio Teixeira/NurPhoto via Getty Images)

A ONU já ficou sabendo do dossiê antifascista produzido pelo governo de Jair Bolsonaro para monitorar um grupo de quase 600 servidores federais.

Segundo informações de Jamil Chade, do UOL, o Brasil agora entrar numa "lista suja" de governos que promovem "intimidações".

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Essas informações do monitoramento chegaram de forma discreta à ONU, já que os emissários temem represálias do Planalto.

A ação do Ministério da Justiça foi revelada pelo UOL há duas semanas. O dossiê tem nomes e, em alguns casos, fotografias e endereços de redes sociais das pessoas monitoradas. Esse monitoramento é feito pela Secretaria de Operações Integradas.

O ministro da Justiça negou que haja uma investigação contra os servidores em questão.

Caminho na ONU

Ainda de acordo com Jamil Chade, os relatores da ONU informados sobre o dossiê podem enviar uma carta oficial ao governo brasileiro cobrando esclarecimentos. Essa comunicação, passada alguns meses, é tornada pública com o objetivo de constranger o país envolvido.

Outra situação que pode acontecer é a secretaria-geral da ONU incluir o Brasil nos relatórios anuais sobre governos que adotaram medidas de intimidação contra ativistas, professores etc. Em 2019, essa lista da ONU tinha países como Venezuela, China, Irã e Arábia Saudita.

No ano passado, o Brasil foi denunciado 37 vezes por violações dos direitos humanos – e isso inclui povos indígenas, comunidade negra, liberdade de imprensa etc.

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