Brasil registra 1.224 mortes por Covid-19, maior número desde 20 de agosto

Bruno Alfano
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Foto: Guito Moreto / Agência O Globo

RIO - O Brasil registrou 1.224 novas mortes e 55.853 casos por Covid-19 nas últimas 24 horas. Com este índice, o país chega a 193.940 vidas perdidas pela pandemia e 7.619.970 infectados. Esse é o maior número de óbitos registrado em um dia desde 20 de agosto, há 133 dias.

Os dados são do consórcio de veículos de imprensa, uma iniciativa formada por O GLOBO, Extra, G1, Folha de S.Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo, que reúne informações divulgadas pelas secretarias estaduais de Saúde em um boletim divulgado às 20h.

A média móvel de óbitos, também medida pelo levantamento, foi de 668, 8% menor em relação a vista 14 dias atrás. A média móvel de casos, por sua vez, ficou em 36.185, uma queda de 23% comparada àquela registrada há 14 dias.

A "média móvel de 7 dias" faz uma média entre o número de mortes do dia e dos seis anteriores. Ela é comparada com média de duas semanas atrás para indicar se há tendência de alta, estabilidade ou queda. O cálculo é um recurso estatístico para conseguir enxergar a tendência dos dados abafando o "ruído" causado pelos finais de semana, quando a notificação de mortes se reduz por escassez de funcionários em plantão.

Nesta terça-feira (29), fracassou o pregão eletrônico realizado pelo Ministério da Saúde para comprar seringas e agulhas para a campanha de vacinação contra a Covid-19. A pasta buscava adquirir 331,2 milhões de unidades, mas só conseguiu garantir 7,9 milhões. O valor adquirido corresponde a 2,4% dos produtos em licitação. A informação foi publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmada por O GLOBO. Em outros três itens do edital, nada foi comprado.

A dificuldade para garantir os materiais pode ser um novo complicador para a vacinação no país. Com a incerteza sobre o fornecimento pelo governo federal, alguns estados já começaram a garantir o estoque de agulhas e seringas para serem usadas quando um imunizante for aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O governo federal avalia que poderia implementar o plano nacional de imunização a partir de 20 de janeiro, se alguma vacina receber aval do órgão em tempo hábil.

O governo de São Paulo adquiriu neste ano 71 milhões de seringas e agulhas para aplicação da vacina contra Covid-19 durante a campanha, prevista para começar em 25 de janeiro no estado. A Secretaria de Saúde dividiu as compras em 27 pregões, realizados entre 18 e 23 de dezembro. O governador João Doria anunciou que pretende chegar a 100 milhões de insumos.

"Estamos ampliando o estoque para termos certeza e convicção de que nenhum insumo faltará ao estado de São Paulo, para atender a população na vacinação que começa no dia 25 de janeiro. Todos os insumos serão distribuídos nos 645 municípios do Estado”, disse Doria, em nota.

No Rio de Janeiro, a Secretaria de Saúde do Estado informou que recebeu esta semana um primeiro lote com 8 milhões de agulhas e seringas que poderão ser usadas para a vacinação da população contra a Covid-19. Um segundo lote com outras 8 milhões será entregue em janeiro. Os materiais foram comprados a R$ 0,17 a unidade, abaixo do valor estabelecido nas atas de preço vigentes, segundo a SES.

"O Plano Nacional de Imunização, do Governo Federal, prevê a distribuição de agulhas e seringas aos estados. Mesmo assim, o Governo do Rio adotou um plano de contingência estadual, para que não ocorram atrasos na vacinação dos cidadãos fluminenses. Os 16 milhões de agulhas e seringas serão suficientes, caso necessário, para as quatro primeiras fases da campanha de imunização contra a Covid-19, quando a previsão é de que sejam vacinadas 3,5 milhões de pessoas no estado", afirmou a Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro, em nota.

O governo da Bahia já adquiriu 19,8 milhões de seringas e agulhas para vacinar a população contra o coronavírus, em um investimento de R$ 5,5 milhões. O secretário da Saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas, afirmou que atualmente o estado tem também 6 milhões de seringas e agulhas em estoque, que são utilizadas nas vacinas de rotina.

Já o Ceará conta com 2 milhões de seringas e agulhas em estoque, e outras 6 milhões têm previsão de chegada para a primeira quinzena de janeiro. Segundo a secretária-executiva de Vigilância e Regulação da Secretaria da Saúde (Sesa), Magda Almeida, serão compradas ao todo mais de 17 milhões de seringas e agulhas para a vacinação contra a Covid-19.