Brasil registra 1.279 mortos pela Covid-19 em 24h e nenhum estado apresenta tendência de alta nos óbitos pela primeira vez

Evelin Azevedo
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O Brasil registrou 1.279 mortes por Covid-19 nesta segunda-feira, totalizando 392.204 vidas perdidas para o novo coronavírus desde o começo da pandemia. A média móvel foi de 2.451 óbitos, 20% menor que o cálculo de duas semanas atrás, o que demonstra uma tendência de queda.

Pela primeira vez desde a criação do consórcio de veículos de imprensa nenhum estado apresentou tendência de alta nas mortes por Covid-19.

Desde às 20h de domingo, 31.044 novos casos foram notificados pelas secretarias de saúde, totalizando 14.370.456 infectados pelo Sars-CoV-2. A média móvel foi de 56.106 diagnósticos positivos, 21% menor do que o cálculo de 14 dias atrás.

Apenas a Bahia, que enfrentou problemas na rede de internet, não divulgou dados antes do fechamento do boleitm, às 20h.

A "média móvel de 7 dias" faz uma média entre o número do dia e dos seis anteriores. Ela é comparada com média de duas semanas atrás para indicar se há tendência de alta, estabilidade ou queda dos casos ou das mortes. O cálculo é um recurso estatístico para conseguir enxergar a tendência dos dados abafando o ruído" causado pelos finais de semana, quando a notificação de mortes se reduz por escassez de funcionários em plantão.

Os dados são do consórcio formado por O GLOBO, Extra, G1, Folha de S.Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo e reúne informações das secretarias estaduais de Saúde divulgadas diariamente até as 20h. A iniciativa dos veículos da mídia foi criada a partir de inconsistências nos dados apresentados pelo Ministério da Saúde.

Vinte e cinco estados atualizaram seus dados sobre vacinação contra a Covid-19 nesta segunda-feira. Em todo o país, 29.554.723 pessoas receberam a primeira dose de um imunizante, o equivalente a 13,96% da população brasileira. A segunda dose da vacina, por sua vez, foi aplicada em 13.127.599 pessoas, ou 6,20% da população nacional.

O epidemiologista Wanderson Oliveira, ex-secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, disse que a pandemia da Covid-19 ainda vai piorar no Brasil. Na avaliação do especialista, os casos de coronavírus no país ainda deve aumentar com a chegada do inverno, a partir de junho. As declarações foram dadas à rádio CBN.

— A questão é que nós teremos uma probabilidade de uma nova recrudescência da pandemia em meados de 20 de junho, mais ou menos, por causa do inverno — disse o atual secretário de serviços integrados de saúde do Supremo Tribunal Federal (STF).

Wanderson Oliveira comparou, ainda, o aumento da circulação de vírus respiratórios durante a estação mais fria com o crescimento dos casos de Covid-19 no verão.