Brasil registra 1.349 mortes por Covid-19 em 24h e bate novo recorde

Daniel Gullino e Ana Letícia Leão
O ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello

Nesta quarta-feira, dia em que o general Eduardo Pazuello foi oficializado como ministro interino da Saúde, o Brasil bateu mais um recorde de mortes em 24 horas por Covid-19: 1.349. Com isso, o país chegou à trágica marca de 32.548 óbitos desde o início da pandemia, e tem 584.016 casos confirmados.

Na prática, Pazuello já vinha comandando interinamente o ministério desde o dia 15 do mês passado, quando Nelson Teich pediu demissão do cargo. O general era o secretário-executivo de Teich. A nomeação foi publicada no Diário Oficial da União (DOU).

O presidente Jair Bolsonaro já afirmou que Eduardo Pazuello vai ficar “muito tempo” no comando do Ministério da Saúde. Mesmo assim, a pasta segue sem um comandante principal em meio à pandemia do novo coronavírus, que registra números recordes.

O presidente Bolsonaro classifica Pazuello como “gestor de primeira linha” e já disse que ele faz um “excepcional trabalho na pasta”.

— Por enquanto, deixa lá o general Pazuello, está indo muito bem. É um gestor de primeira linha — afirmou Bolsonaro no dia 19 de maio: — É um tremendo de um gestor, está fazendo um excepcional trabalho lá.

Segundo adiantou a coluna do jornalista Lauro Jardim, do Globo, Pazuello comunicou à equipe da pasta que deve permanecer na interinidade até o fim de agosto ou, ainda, no início de setembro. A partir dessa data, segundo o general, ele conversará com o presidente Jair Bolsonaro para discutir sua eventual efetivação.

Desde a chegada do coronavírus ao Brasil, o país já teve dois ministros e, agora, segue de forma indefinida com um terceiro nome de forma interina. Luiz Henrique Mandetta (DEM) foi demitido após sucessivos embates públicos com o presidente, que defendia o chamado isolamento vertical e a aplicação da cloroquina no tratamento de pacientes da Covid-19 mesmo sem eficácia comprovada cientificamente. Nelson Teich, seu sucessor, ficou menos de um mês no cargo e pediu exoneração por também discordar do uso da medicação de forma irrestrita.