Brasil registra 2.130 mortes em 24 horas, e média móvel é a menor desde 12 de março

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RIO — O Brasil registrou nesta quinta-feira 2.130 novas mortes por Covid-19, elevando o total de vidas perdidas para 456.753. A média móvel de óbitos foi de 1.766, 8% menor que o cálculo de duas semanas atrás, o que caracteriza tendência de estabilidade. Apesar de não haver queda expressiva, esta é a menor média móvel registrada desde 12 de março.

Os dados são do consórcio formado por O GLOBO, Extra, G1, Folha de S.Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo e reúne informações das secretarias estaduais de Saúde divulgadas diariamente até as 20h.

Nas últimas 24h foram confirmados 65.672 novos casos de Covid, totalizando 16.341.112 infectados pelo Sars-CoV-2. A média móvel foi de 63.222 diagnósticos positivos, 2% a mais que o cálculo de 14 dias atrás, também na faixa de estabilidade.

A "média móvel de 7 dias" faz uma média entre o número do dia e dos seis anteriores. Ela é comparada com média de duas semanas atrás para indicar se há tendência de alta, estabilidade ou queda dos casos ou das mortes. O cálculo é um recurso estatístico para conseguir enxergar a tendência dos dados abafando o ruído" causado pelos finais de semana, quando a notificação de mortes se reduz por escassez de funcionários em plantão.

Vinte e três estados do Brasil atualizaram seus dados sobre vacinação contra a Covid-19 nesta quinta. Em todo o país, 43.785.961 pessoas receberam a primeira dose de um imunizante, o equivalente a 20,68% da população brasileira. A segunda dose da vacina, por sua vez, foi aplicada em 21.630.793 pessoas, ou 10,21% da população nacional.

Agravamento

Indicadores atuais apontam para uma intensificação da pandemia nas próximas semanas, com projeção de aumento na média de óbitos provocados pelo coronavírus para um patamar em torno de 2.200 por dia no Brasil. O alerta é feito em novo boletim do Observatório Covid-19 da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado nesta semana.

Segundo o documento, entre 16 e 22 de maio foi observada a estabilização das taxas de mortalidade no país, em níveis altos, em torno de 1.900 mortes diárias. No entanto, houve aumento da incidência de novos casos de Covid-19 e os índices de positividade nos testes continuam elevados, demonstrando a circulação intensa do vírus Sars-CoV-2.

— Quando acontece o aumento do número de casos, a dinâmica normalmente é que algumas semanas depois o número de óbitos também aumenta. É uma preocupação a mais para as próximas semanas — explica Daniel Villela, coordenador do Programa de Computação Científica da Fiocruz.

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