Brasil registra 477 mortes por Covid-19, mas média móvel de óbitos fica acima de mil pelo terceiro dia consecutivo

Extra
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O Brasil registrou 477 novas mortes causadas pela Covid-19. No entanto, a média móvel foi de 1.004, o terceiro dia consecutivo que o cálculo fica acima de mil. Isto acontece por conta o alto número de óbitos notificados no país na última semana. No total, 203.617 vidas já foram perdidas para o novo coronavírus. Os casos confirmados nesta segunda-feira chegaram a 29.010, elevando para 8.133.833 o total de pessoas infectadas pelo Sars-CoV-2 no Brasil.

A "média móvel de 7 dias" faz uma média entre o número do dia e dos seis anteriores. Ela é comparada com média de duas semanas atrás para indicar se há tendência de alta, estabilidade ou queda dos casos ou das mortes. O cálculo é um recurso estatístico para conseguir enxergar a tendência dos dados abafando o "ruído" causado pelos finais de semana, quando a notificação de mortes se reduz por escassez de funcionários em plantão.

Há 14 unidades federativas com tendência de alta e 13 em estabilidade. Não há nenhum estado com apresentando queda.

Demonstram alta: Amapá, Amazonas, Ceará, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Piauí, Rio de Janeiro, Rondônia, Roraima, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

Apresentam estabilidade: Acre, Alagoas, Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Pará, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Os dados são do consórcio formado por O GLOBO, Extra, G1, Folha de S.Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo e reúne informações das secretarias estaduais de Saúde divulgadas diariamente até as 20h. A iniciativa dos veículos da mídia foi criada a partir de inconsistências nos dados apresentados pelo Ministério da Saúde.

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse nesta segunda-feira (11) que o governo quer priorizar a primeira dose da vacina contra a Covid-19 para fazer a imunização em massa da população. Somente depois dessa fase, seria iniciada a segunda aplicação no país.

Durante evento em Manaus, Pazuello fez a afirmação quando se referia ao uso da vacina do laboratório AstraZeneca, desenvolvida em parceria com a Universidade de Oxford e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O ministro destacou que o contrato prevê a transferência de tecnologia para a produção de doses na instituição brasileira.

De acordo com Pazuello, a primeira dose da vacina proporciona uma proteção de 71%, enquanto as duas aplicações combinadas levaria a imunização "90 e tantos por cento".

O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou em entrevista à Rádio Gaúcha nesta segunda-feira (11) que ouviu de Eduardo Pazuello, ministro da Saúde do governo Jair Bolsonaro, que a próxima reunião com a Pfizer será gravada.

—Ele me disse que a próxima reunião com a Pfizer ele ia gravar — disse Mourão na entrevista. — Há aquele disse-me-disse em uma reunião dessa natureza. Depois, quando abrem-se as portas da reunião, cada um fala o que melhor lhe aprovar, e em consequência geram essas dúvidas.O secretário da Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, afirmou em entrevista à GloboNews que o governo irá divulgar na terça-feira os dados da eficácia global da CoronaVac, a vacina produzida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan.

O secretário da Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, afirmou em entrevista à GloboNews que o governo irá divulgar na terça-feira os dados da eficácia global da CoronaVac, a vacina produzida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan.

Na semana passada, o governo informou que a vacina tinha 78% de eficácia contra casos leves e moderados de Covid-19, mas o Butantan não divulgou a eficácia global do imunizante. Cientsitas questionaram o fato de os dados de eficácia da CoronaVac terem sido apresentados sem seguir os mesmos protocolos das demais vacinas contra a Covid-19.