Brasil registra 888 novas mortes por coronavírus; total de óbitos passa de 18 mil

NATÁLIA CANCIAN, RENATO MACHADO E RICARDO DELLA COLETTA

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Um dia depois de bater um recorde e passar a marca de mil mortes diárias, o Brasil registrou nesta quarta-feira (20) mais 888 mortes pelo novo coronavírus e 19.951 novos casos nas últimas 24 horas, segundo dados do Ministério da Saúde.

É o segundo maior registro diário de mortes depois do recorde de 1.179. Outros 3.483 óbitos estão sob investigação.

Com 18.859 mortes no total e 291.579 casos confirmados, o país continua sendo o terceiro com mais casos no mundo. Na segunda (18), o Brasil superou o Reino Unido, que tinha 244 mil casos e hoje tem 249 mil casos. O total de óbitos corresponde a 6,5% do total de casos confirmados.

Os dois países à frente do Brasil em número de casos são EUA (cerca de 1,5 milhão) e Rússia (308 mil), segundo a Universidade Johns Hopkins (EUA), que monitora dados da pandemia de Covid-19. No fim de semana, o Brasil ultrapassou Espanha (232 mil casos) e Itália (227 mil).

Os cinco estados mais afetados pelo novo coronavírus seguem concentrando mais de metade do total de mortos. São Paulo tem agora 5.363 vítimas em decorrência da Covid 19. Na sequência aparece o Rio de Janeiro, com 3.237.

Os outros estados com o maior número de óbitos são Ceará (1.900), Pernambuco (1.834) e Pará (1.633).

Em relação ao número de casos confirmados para a doença, São Paulo chegou a um total 69.859 pessoas infectadas pelo novo coronavírus. Depois aparecem Ceará (30.560), Rio de Janeiro (30.372), Amazonas (23.704) e Pernambuco (22.560).

O boletim do Ministério da Saúde também mostrou que 116.683 pessoas se recuperaram da doença, o que representa 40% do total de infectados.

Na semana anterior, o Brasil cruzou a barreira simbólica dos 10 mil mortos –um salto de mais de 50% nas mortes em sete dias.

Os cinco primeiros países com mais mortes são EUA (93 mil), Reino Unido (cerca de 35 mil), Itália (32 mil), França (28 mil) e Espanha (27 mil). O Brasil vem em seguida. No entanto, a Rússia, o segundo país com mais casos, lista menos de 3.000 mortes, um alvo de desconfiança interna e externa.

Os números reais devem ser ainda maiores devido à falta de testagem em massa e à subnotificação.