Brasil registra maior média móvel de óbitos desde o início da pandemia de Covid-19

O Globo
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RIO — O Brasil registrou este domingo uma média móvel de 1.105 óbitos por Covid-19, um índice 4% superior ao visto 14 dias atrás. A marca mostra a força como a pandemia está se disseminando pelo país. Nas últimas 24 horas, foram registrados 647 novos óbitos, chegando a 239.294 desde o início da pandemia.

Os dados são do boletim do consórcio de imprensa, uma iniciativa formada por O GLOBO, Extra, G1, Folha de S.Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo. Os veículos reúnem informações das secretarias estaduais de Saúde divulgadas diariamente até as 20h.

Também foram registradas, nas últimas 24 horas, 22.440 novos contágios — desde o início da pandemia, já são 9.833.695. A média móvel de infecções constatada no boletim foi de 44.494,13% inferior àquela vista 14 dias atrás.

A "média móvel de 7 dias" faz uma média entre o número do dia e dos seis anteriores. Ela é comparada com média de duas semanas atrás para indicar se há tendência de alta, estabilidade ou queda dos casos ou das mortes. O cálculo é um recurso estatístico para conseguir enxergar a tendência dos dados abafando o ruído" causado pelos finais de semana, quando a notificação de mortes se reduz por escassez de funcionários em plantão.

Treze estados divulgaram neste domingo novos dados sobre vacinação. Até agora, 5.072.729 pessoas receberam a primeira dose de um imunizante no país, o equivalente a 2,4% da população brasileira.

A segunda dose da vacina, por sua vez, foi aplicada em 214.943 pessoas, ou 0,1% da população nacional.

A Prefeitura de São Paulo divulgou este sábado que a variante de Manaus do coronavírus já circula no cidade. A nova cepa foi identificada em um morador da capital que não esteve no Amazonas. O paciente apresentou sintomas leves de síndrome gripal e não precisou de internação.

A Secretaria Municipal da Saúde alertou a população sobre a maior transmissibilidade dessa variante e recomendou a busca imediata do Serviço de Saúde do município de São Paulo em caso de qualquer sintoma da doença – tosse, febre, dor de cabeça, entre outros.

Europa agiliza vacinação

A União Europeia vai acelerar as aprovações de vacinas contra a Covid-19 adaptadas para combater mutações do coronavírus, declarou este domingo a comissária de Saúde do bloco, Stella Kyriakides.

— Decidimos que uma vacina que for melhorada pelo fabricante com base na vacina anterior para combater novas mutações não precisa mais passar por todo o processo de aprovação. Portanto, será mais rápido ter vacinas adequadas disponíveis sem comprometer a segurança — disse ela ao jornal alemão Augsburger Allgemeine.

Algumas mutações do coronavírus preocupam pela possibilidade de aumentar a capacidade de transmissão e afetar a eficácia dos imunizantes. Cientistas do governo britânico afirmaram no sábado que a variante B.1.1.7, descoberta no Reino Unido, é provavelmente mais mortal do que o vírus original.

Já o governo britânico anunciou que ultrapassou sua meta de vacinar quase 15 milhões de seus cidadãos mais vulneráveis contra a Covid-19, antes do prazo estipulado para o dia 15 de fevereiro, consolidando um recorde de um dos programas de imunização mais bem-sucedidos do mundo. O sucesso da medida abre caminho para aliviar o lockdown que fechou a maioria das empresas e escolas.

O primeiro ministro Boris Johnson definiu a meta no início do ano com o objetivo de imunizar todas as pessoas com mais de 70 anos, junto com aqueles que moram ou trabalham em lares de idosos, trabalhadores de serviços de saúde e os que são mais vulneráveis à Covid-19. Estima-se que esses grupos sejam responsáveis por cerca de 88% das mortes pela doença no Reino Unido.