Brasil registra mais 1.300 mortes por Covid-19 e ultrapassa 1,2 milhões de vacinados

Evelin Azevedo
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O Brasil registrou nesta quarta-feira 1.319 mortes causadas pela Covid-19. O país totaliza 220.237 vidas perdidas para o novo coronavírus desde o começo da pandemia. A média móvel foi de 1.049 óbitos, 5% maior quando comparada com o cáculo de 14 dias atrás.

Foram registrados também 64.895 novos casos da doença, fazendo o país chegar à marca de 9.000.485 de infectados. A média móvel de casos positivos ficou em 51.517, menor em 9% quando comparada com o cálculo de 14 dias atrás.

A "média móvel de 7 dias" faz uma média entre o número do dia e dos seis anteriores. Ela é comparada com média de duas semanas atrás para indicar se há tendência de alta, estabilidade ou queda dos casos ou das mortes. O cálculo é um recurso estatístico para conseguir enxergar a tendência dos dados abafando o ruído" causado pelos finais de semana, quando a notificação de mortes se reduz por escassez de funcionários em plantão.

O país ultrapassou a marca de 1 milhão de vacinados contra o novo coronavírus. De acordo com dados de 19 estados, já são pelo menos 1.248.821 de imunizados com a primeira dose. Isto representa 0,78% da população brasileira com mais de 18 anos e 0,59% da população em geral (incluindo menores de idade).

Os dados são do consórcio formado por O GLOBO, Extra, G1, Folha de S.Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo e reúne informações das secretarias estaduais de Saúde divulgadas diariamente até as 20h. A iniciativa dos veículos da mídia foi criada a partir de inconsistências nos dados apresentados pelo Ministério da Saúde.

A prefeitura de São Paulo decidiu ampliar a vacinação contra a Covid-19 para todos os profissionais da rede básica de saúde da cidade. Antes, a diretriz era priorizar aqueles da linha de frente dos hospitais, ou seja, os que têm maior contato com pacientes infectados com o novo coronavírus. Para isso, o município não fará a reserva de vacinas para a aplicação da segunda dose.

A nova etapa do plano municipal começa nesta quarta-feira. Nela, além dos grupos inicialmente definidos (trabalhadores que lidam diretamente com a pandemia em hospitais públicos e privados, idosos em asilos, indígenas aldeados e quilombolas), serão imunizados os profissionais que atuam em Unidades Básicas de Saúde (UBSs), Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs) e Assistências Médicas Ambulatoriais (AMAs).

Em contrapartida, Madri decidiu suspender a aplicação da primeira dose das vacinas da Pfizer e da Moderna para não comprometer a segunda dose de quem já começou a ser imunizado. Apesar de ter fechado acordos antecipados de fornecimento, muitos países da União Europeia estão enfrentando atrasos nas remessas das vacinas Pfizer e Moderna, as únicas autorizadas até agora por Bruxelas.

Cinco milhões de doses da vacina Covaxin, desenvolvida pelo laboratório indiano Bharat Biotech contra a Covid-19, serão destinadas às clínicas privadas no Brasil após a conclusão das negociações entre a companhia, a Associação Brasileira das Clínicas de Vacina (ABCVAC) e da importadora Precisa Medicamentos. A informação foi divulgada nesta quarta-feira pelo jornal Valor Econômico. O imunizante, cujos testes de fase 3 ainda não foram concluídos, ainda precisaria passar pelo crivo da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

As tratativas entre a ABCVAC, que reúne 200 associadas e representa 70% do setor no Brasil, e a Bharat Biotech foram reveladas no início de janeiro e geraram debate sobre a oferta de vacinas pelo setor privado. Uma delegação da entidade chegou a viajar à Índia para avançar no diálogo com o laboratório.