Brasil registra mais de 20 mil mortes por Covid na semana, a 2ª mais letal da pandemia

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Brasil teve a segunda semana mais letal da pandemia, atrás somente da semana anterior. De 12 de abril até este domingo (18), foram registadas 20.149 mortes por Covid. Na semana anterior, a pior da pandemia até aqui, foram registrados 21.763 óbitos pela doença. Neste domingo, foram registrados 41.694 casos da Covid e 1.553 mortes pela Covid. Aos finais de semana e segundas, os números relativos à Covid são menores por atrasos de notificação nas secretarias de saúde, que trabalham com equipes reduzidas aos finais de semana. Com os dados deste domingo, o Brasil soma 373.442 mortes por Covid e 13.941.828 pessoas infectadas pelo Sars-CoV-2 desde o início da pandemia. A média móvel de mortes agora está em 2.878 óbitos por dia. O Brasil completa 33 dias com média acima de 2.000 mortes por dia e 88 dias seguidos acima de 1.000. A média móvel é um instrumento estatístico usado para amenizar variações de dados. Ela é obtida pela soma de todas as mortes dos últimos sete dias e divisão do resultado por sete. Os dados do país, coletados até as 20h, são fruto de colaboração entre Folha, UOL, O Estado de S. Paulo, Extra, O Globo e G1 para reunir e divulgar os números relativos à pandemia do novo coronavírus. As informações são coletadas diariamente com as secretarias de Saúde estaduais. O consórcio de imprensa também atualizou as informações repassadas sobre a vacinação contra a Covid-19 por 16 estados e Distrito Federal. Já foram aplicadas no total 35.774.530 doses de vacina (26.180.254 da primeira dose e 9.594.276 da segunda dose), de acordo com as informações disponibilizadas pelas secretarias de Saúde. Neste domingo, foram aplicadas 155.701 primeiras doses e 114.491 segundas. Com o total de doses aplicadas até o momento, 16,27% dos brasileiros maiores de 18 anos tomaram a primeira dose e só 5,96% a segunda. A iniciativa do consórcio de veículos de imprensa ocorreu em resposta às atitudes do governo Jair Bolsonaro (sem partido), que ameaçou sonegar dados, atrasou boletins sobre a doença e tirou informações do ar, com a interrupção da divulgação dos totais de casos e mortes. Além disso, o governo divulgou dados conflitantes.​​​​​​​​​​​​​​​​