Brasil renova proibição à entrada de estrangeiros por mais 30 dias devido ao coronavírus

Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro

(Reuters) - O governo brasileiro decidiu prorrogar por 30 dias a restrição à entrada de estrangeiros por vias terrestre, aérea e aquaviária no país, seguindo recomendações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), devido à pandemia de coronavírus, conforme portaria publicadas no Diário Oficial da União nesta sexta-feira.

O fechamento das fronteiras para todas as nacionalidades havia sido determinado inicialmente no final de março pelo governo brasileiro, que também fechou as fronteiras terrestres com os países vizinhos para tenta conter a disseminação da Covid-19, e renovado por 30 dias em abril.

A restrição de entrada decorre de recomendação técnica da Anvisa motivada pelos riscos de contaminação e disseminação do novo coronavírus.

O desembarque será excepcionalmente autorizado caso seja necessária assistência médica ou para conexão de retorno aéreo ao país de origem. Segundo as medidas, a restrição não impede a continuidade do transporte e do desembarque de cargas, sem que haja desembarque de tripulantes.

A medida não se aplica, por exemplo, em casos de brasileiro nato ou naturalizado; imigrante com residência de caráter definitivo no território brasileiro; profissional estrangeiro em missão a serviço de organismo internacional; e funcionário estrangeiro acreditado junto ao governo brasileiro.

(Por Pedro Fonseca, no Rio de Janeiro)

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    Médicos consideram que o pior da pandemia ainda está por vir, mostra pesquisa

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A grande maioria (84,5%) dos médicos brasileiros considera que o país ainda não atravessou a pior onda da Covid-19, mostra a segunda pesquisa da APM (Associação Paulista de Medicina) divulgada nesta segunda (1°). Foram entrevistados 2.808 profissionais de todo o país, das redes pública e privada, entre os dias 15 e 25 de maio. Eles responderam a questionário estruturado online, na plataforma Survey Monkey. Quase a totalidade dos médicos ouvidos (96,6%) diz que é provável que faltem profissionais, nos vários níveis assistenciais, para cuidar dos infectados pelo coronavírus. Entre eles, 46% dos que estão na linha de frente apontam que já faltam médicos e outros trabalhadores da saúde nas unidades em que atuam. A grande maioria (75,3%) considera o isolamento social importante, mesmo com as perdas financeiras advindas dele: 85,2% relatam queda de renda em razão da pandemia. Para José Luiz Gomes do Amaral, presidente da APM, é positivo que os médicos tenham essa percepção de que o país ainda não atingiu o pior momento da pandemia e que o isolamento social deve ser mantido. "Vai piorar e muito. Tivemos mais de mil mortos por dia, um desfecho que não permite dúvida sobre a gravidade. Em São Paulo, de uma semana para outra, está aumentando em uma centena o número de óbitos. Vários equipamentos de saúde já estão no limite", diz. O médico Gerson Salvador, que atua na emergência do Hospital Universitário da USP, diz que o fluxo de procura e de internações por suspeita de Covid-19 está intenso, especialmente de pessoas que vivem nas periferias. "Temos visto muitos pacientes graves, com insuficiência respiratória, tendo que ser ventilados e intubados já na emergência. As estatísticas chegam para a gente com o nome, sobrenome e histórias de vida. Muitas coisas ruins ainda estão por vir." A tensão entre pacientes e equipes médicas também tem aumentado, segundo Salvador, especialmente por conta do estímulo que o presidente Jair Bolsonaro tem feito para uso da cloroquina. "Já tive paciente grave que se negou a aceitar os procedimentos indicados para o caso dele porque ele preferia tentar um tratamento com cloroquina." De acordo com a pesquisa, 58,5% dos médicos ou de profissionais que fazem parte de suas equipes já foram vítimas de algum tipo de violência relacionada à pandemia. O presidente da APM aponta que houve avanço na capacitação dos médicos em lidar com infectados em qualquer fase da doença, em relação à primeira pesquisa, feita em abril. Antes, 15% se diziam capacitados. Agora são 22,3%. "Houve progresso, mas precisa melhorar muito mais. Não adianta ter médicos que não sabem o que fazer no front, que têm uma formação distante das urgências, dos problemas respiratórios." Atualmente, 38,5% dos médicos da linha de frente dizem receber atualização científica dos hospitais; 38%, ter acesso por meio de associações médicas; e 61,5%, pesquisar diretamente na literatura médica. O Ministério da Saúde e as secretarias estaduais e municipais respondem por 31,5%, 17,5% e 18,5%, respectivamente, do conhecimento, segundo a pesquisa. Os médicos da linha de frente seguem apreensivos, pessimistas, deprimidos, insatisfeitos e revoltados - em uma somatória de 79,3%. Quando foram entrevistados, 75,3% dos profissionais atendiam até cinco pacientes com suspeita e/ou confirmação de Covid diariamente -24,7% cuidavam até de mais de 20 infectados. Entre os profissionais da linha de frente, 33,7% tiveram pacientes que morreram em razão da doença. Segundo o médico Daniel Knupp, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade, equipes de unidades de saúde no interior têm tido dificuldade em conciliar os atendimentos da Covid-19 com as outros atendimentos, por exemplo, às pessoas com doenças crônicas e as visitas domiciliares. Soma-se a isso a falta de estrutura de muitos serviços. Um terço dos entrevistados ainda se queixa de falta de máscaras N95 ou equivalentes nos serviços de saúde em que atendem. A maioria (64%) dos médicos entrevistados na pesquisa da APM também não foi testada para a Covid-19. E 39,4% dos que estão na linha e frente dizem que só há testes para os pacientes com sintomas graves. "Na rede, em geral, só existem exames para os pacientes graves e, na maioria dos serviços, o resultado vai chegar até duas semanas depois, quando as coisas já aconteceram", diz Gerson Salvador, que também preside o Sindicato dos Médicos de São Paulo. Em Belo Horizonte (MG), segundo Knupp, médicos e enfermeiros são testados só quando têm sintomas. "E não tem sido oferecidos testes para as equipes de saúde bucal e os agentes comunitários", afirma. Os médicos entrevistados também apontaram carência de leitos para pacientes que precisam de internação em UTI (18%) e de leitos para os pacientes que necessitam de internação em unidades regulares (12,2%). Segundo Amaral, da APM, a falta de estrutura/insumos das unidades não teve progresso em relação ao primeiro levantamento. "Há três coisas para serem praticadas nesta pandemia: o isolamento social, a solidariedade e os testes diagnósticos. Sem solidariedade, não tem isolamento. Sem teste, não adianta fazer isolamento. As pessoas um dia vão ter que sair de casa e, quando saírem, podem se contaminar." Entre os médicos, a avaliação do Ministério da Saúde despencou após a saída do ex-ministro Luiz Henrique Mandetta. A avaliação ruim e péssimo saltou de 5% para 43%. "A equipe anterior nos dava confiança. Agora, é como se o presidente de uma companhia aérea tivesse demitido piloto e o co-piloto e colocado engenheiro de voo pra pilotar o avião no meio de uma forte turbulência. Agora, todos estão inseguros. Estamos remando mas não estamos vendo para onde estamos indo."

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  • Lula critica manifestos suprapartidários e diz não ter idade para ser 'Maria vai com as outras'
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    Lula critica manifestos suprapartidários e diz não ter idade para ser 'Maria vai com as outras'

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O ex-presidente Lula criticou em reunião do PT nesta segunda-feira (1º) os manifestos suprapartidários em defesa da democracia surgidos nos últimos dias, sob o argumento de que os documentos articulados pela sociedade civil desconsideram os direitos dos trabalhadores. Como mostrou a Folha de S.Paulo, as iniciativas buscam recriar o clima das Diretas Já e uniram adversários ideológicos diante dos ataques do presidente Jair Bolsonaro a instituições e à Constituição. A principal mobilização da atual leva é o Movimento Estamos Juntos, mas pelo menos outros seis grupos estão se consolidando nesse cenário. Lula defendeu que o partido analise as iniciativas antes de tomar qualquer decisão e as relacionou a um projeto da elite brasileira -embora parte dos manifestos venha se organizando por meio da internet, com a possibilidade de qualquer cidadão aderir. "Li os manifestos e acho que tem pouca coisa de interesse da classe trabalhadora. Não se fala em classe trabalhadora, nos direitos perdidos", afirmou. Para ele, os textos só falam genericamente no que chamou de corte recente de direitos. O ex-presidente se disse incomodado com a presença, nas listas, de nomes de pessoas que apoiaram o impeachment de Dilma Rousseff (PT) e que, na visão do petista, abriram caminho para a eleição de Bolsonaro. Em diversos momentos, ele reivindicou protagonismo para o partido. "Sinceramente, eu não tenho mais idade para ser Maria vai com as outras. O PT já tem história neste país, já tem administração exemplar neste país. Eu, sinceramente, não tenho condições de assinar determinados documentos com determinadas pessoas", afirmou Lula. Na fala, transmitida em redes sociais, o ex-presidente disse ter lido os manifestos do Estamos Juntos (inicialmente assinado por artistas e intelectuais) e do Basta! (organizado por advogados e outros representantes do universo jurídico). Alguns dos manifestos, segundo Lula, são "feitos com boas intenções" e contam com "gente muito boa assinando", mas também há "aqueles que estão fugindo do barco" -que apoiaram Bolsonaro e agora querem se desvencilhar dele. "Nós precisamos apoiar qualquer manifesto que for para resolver o problema do Brasil, [mas] não podemos ser levados pela euforia", acrescentou Lula, afirmando que a sigla não pode se deixar ser usada por pessoas que são contra Bolsonaro, mas apoiam a política econômica do ministro Paulo Guedes. "[Tem] muita gente de bem que assinou. E tem muita gente que é responsável pelo Bolsonaro. O PT tem que discutir com muita profundidade, para a gente não entrar numa coisa em que outra vez a elite sai por cima da carne seca, e o povo trabalhador não sai na fotografia." O petista disse não ter certeza se o objetivo das mobilizações é tirar Bolsonaro, "porque o que interessa para a elite brasileira é a política de desmonte do Guedes. Eles estão tentando reeducar o Bolsonaro, mas não querem reeducar o Guedes". Após as justificativas, Lula defendeu que o PT tome "muito cuidado" diante das iniciativas. "Para a gente não pegar o primeiro ônibus que está passando. É preciso que a gente analise todos esses manifestos e que conversemos com os organizadores para saber o que eles querem." Na opinião dele, "há um interesse muito grande da elite brasileira em voltar a governar o país sem o PT". "As pessoas acabaram de cometer um ato ilícito, tirando uma presidente democraticamente eleita pelo povo, e aí perceberam que o troglodita que eles elegeram não deu certo. Eles agora querem tentar tirar o troglodita para quê?", afirmou. "Até o Fernando Henrique Cardoso, que é um dos ajudaram a derrubar a Dilma, porque se acovardou, [assinou]", continuou o petista, citando a adesão do tucano ao Estamos Juntos. "Eu não posso aceitar com muita facilidade aquilo que as pessoas que ajudaram a destruir o país estão querendo fazer", disse, sem citar nomes. Lula falou aos colegas de legenda que o PT deve "agradecer a todos os brasileiros e brasileiras de todos os pensamentos ideológicos que foram para a rua protestar contra o Bolsonaro", mas não pode abrir mão de propagar suas ideias e reafirmar a defesa dos trabalhadores. "O PT não é uma coisa qualquer que pode ser menosprezada. Eu vejo uma tentativa muito grande de isolar o PT, de fazer com que o PT desapareça do cenário político", insistiu. "Eu acho que todos esses manifestos têm uma importância para a sociedade e para a democracia, mas é preciso que o PT defina qual é o manifesto que interessa para o PT, qual é a linguagem que interessa para o PT", discursou. O ex-presidente disse ainda aos colegas de legenda que o partido precisa ter clareza de qual discurso apresentar à sociedade e que não pode "se deixar levar outra vez pela elite brasileira". "Eu só quero dizer para o PT o seguinte: o PT não tem idade para outra vez entrar enganado numa disputa. Nós sabemos por que queremos o impeachment do Bolsonaro: porque nós queremos que este país seja governado para os interesses dos trabalhadores brasileiros", afirmou.

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    Em EUA no limite, Trump ameaça manifestações com reação militar

    WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) - Menos de 24 horas depois de a Casa Branca ter ficado completamente às escuras, os manifestantes voltaram à residência oficial de Donald Trump, em Washington, nesta segunda (1º), no quarto dia de protestos na capital (e o sétimo no país). Com a polícia reprimindo os ativistas e veículos blindados protegendo os arredores da Casa Branca, Trump disse que vai mandar "milhares e milhares" de homens do Exército fortemente armados para as ruas caso os prefeitos e governadores não consigam conter as manifestações contra o racismo que tomaram conta de várias cidades americanas. "Meu primeiro dever é defender o país", afirmou, enquanto bombas de gás lacrimogêneo eram jogadas contra manifestantes pacíficos, a poucos metros dali. "Estamos colocando um fim aos tumultos e à falta de lei." Em tom firme, o presidente pediu que os governadores e prefeitos usem as forças da Guarda Nacional em número suficiente para conter as ruas. "Se uma cidade ou estado se recusar a tomar as medidas necessárias para defender a vida e a propriedade de seus residentes, então implantarei as forças armadas dos Estados Unidos e rapidamente resolverei o problema para eles." Depois das declarações, em movimento inédito e visto pelos analistas como tentativa de demonstrar força e controle, Trump atravessou os jardins e caminhou até a igreja St. John, que tinha sido parcialmente vandalizada no domingo. Ele carregava uma Bíblia e reuniu parte de sua equipe diante de fotógrafos e cinegrafistas. Horas antes, pichações, prédios queimados e lojas depredadas remetiam à conflituosa madrugada de protestos contra a violência policial e o racismo. Depois de manifestações pacíficas durante o dia, o início da noite de domingo (31) foi também o começo da escalada dos confrontos entre policiais e ativistas na capital, e as luzes da residência oficial do presidente dos EUA foram apagadas por segurança. A dinâmica dos protestos em Washington refletiu a dicotomia entre o dia e a noite nos atos que já atingiram mais de 140 cidades. Grande parte das manifestações transcorre de forma tranquila durante o dia, mas o cair da noite divide os grupos e tem mudado o clima em muitas regiões. Milhares de pessoas pedem justiça pela morte de George Floyd. Negro e desarmado, o ex-segurança de 46 anos teve o pescoço prensado contra o chão por quase nove minutos pelo joelho de um policial branco em Minnesota. O agora ex-agente Derek Chauvin foi preso na sexta (29) e aguarda julgamento em uma prisão de segurança máxima. Chauvin já foi objeto de 18 inquéritos disciplinares, dos quais 16 foram encerrados sem nenhum tipo de punição. Ele foi demitido da polícia logo após o episódio vir à tona. Nesta segunda, médicos independentes apontaram que Floyd foi morto por "asfixia mecânica", o que difere do relatório divulgado pela polícia. Os atos têm escancarado mais uma vez as desigualdades e o racismo estrutural que atravessa as instituições americanas. Eles ganham força no momento em que o país sofre com o coronavírus, que mergulhou os americanos --principalmente os negros-- em uma crise econômica e de saúde pública sem precedente. Conforme os protestos se alastram, aumentam também os embates entre policiais e manifestantes, ilustrados por cenas de barbárie, que resultaram no aumento de prisões e mortes em diversas cidades. No domingo, ativistas saquearam lojas e queimaram carros. Os policiais reagiram com bombas de gás lacrimogêneo, balas de borracha e spray de pimenta. Nesta segunda, ativistas esperavam um roteiro parecido. Às 16h (17h de Brasília), centenas de manifestantes estavam na praça Lafayette, em frente à sede do governo americano. Com placas que diziam "black lives matter" (vidas de negros importam) e "I can't breath" (eu não consigo respirar), pediam justiça e vociferavam estar cansados de serem mortos por policiais. Mas não havia confusão. Quando uma garrafa cheia de leite foi atirada contra policiais, manifestantes vaiaram e pediram que objetos não fossem arremessados. Os gritos eram disparados em frente a uma fileira de pelo menos 70 policiais, que posicionaram grades de proteção em um cordão de isolamento, a quase dois quarteirões da Casa Branca. Eram homens do Serviço Secreto, da Guarda Nacional e do Exército americano. Pouco antes das 18h, o ato havia quase dobrado de tamanho, o efetivo policial foi ainda mais reforçado e outras garrafas foram arremessadas contra os agentes. Eles revidaram com bombas de gás, causando correria e gritos. Em poucos minutos, a confusão aumentou, e os policiais avançaram com bombas, encurralando os manifestantes, que se ajoelhavam no chão para evitar o confronto. Na primeira vez em que os manifestantes por Floyd se postaram diante da residência oficial, na sexta (29), houve princípio de tumulto quando um grupo tentou derrubar as grades que estavam a poucos metros da sede do governo. Segundo o jornal The New York Times, o presidente Donald Trump e sua família foram levados a um abrigo subterrâneo, usado geralmente durante ataques terroristas, e lá ficaram por uma hora. A prefeita de Washington, a democrata Muriel Bowser, declarou toque de recolher às 23h do domingo, assim como pelo menos outras 40 cidades, mas isso não impediu que os atos entrassem pela madrugada. Mais de 4.400 pessoas foram presas em todo o país desde quinta, segundo a agência de notícias AP, sob acusações de roubo e descumprimento do toque de recolher. Nesta segunda, a prefeita de Washington decretou o recolhimento mais cedo, às 19h, acrescentando que a cidade está se preparando "para vários dias de manifestações." Os confrontos se repetem por todo o país. Em Minneaopolis, onde Floyd foi morto, ativistas viram um caminhão-tanque avançar sobre um grupo de pessoas no domingo. Segundo a Reuters, o motorista foi retirado do veículo e espancado, mas ninguém ficou gravemente ferido. Ao menos 27 estados, mais a capital americana, convocaram a Guarda Nacional para ajudar a reprimir protestos. A medida é considerada extrema e, em Minnesota, foi tomada pela primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial. Em Nova York, a polícia prendeu mais de 500 pessoas no fim de semana, e 30 policiais tiveram ferimentos leves. O prefeito Bill de Blasio afirmou que a conduta dos policiais está sendo investigada. A filha do prefeito chegou a ser detida por participar de uma assembleia ilegal na noite de sábado, mas foi liberada.

  • "O Brasil não vai se tornar aquilo que as outras pessoas querem", diz Bolsonaro a apoiadores
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    "O Brasil não vai se tornar aquilo que as outras pessoas querem", diz Bolsonaro a apoiadores

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  • Governo quer participar da escolha do comando do Congresso, diz Eduardo Bolsonaro
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    Folhapress

    Governo quer participar da escolha do comando do Congresso, diz Eduardo Bolsonaro

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) afirmou que o governo do presidente Jair Bolsonaro -seu pai- pretende influenciar na escolha dos próximos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado, em fevereiro de 2021, e previu que nomes de partidos do centrão terão grandes possibilidades de vitória. "O presidente Jair Bolsonaro sempre respeitou muito a independência dos Poderes e não participou ativamente dessa primeira eleição, desse biênio em que foi eleito o Rodrigo Maia. Atualmente, já ocorreu a maturidade para que seja necessária não a interferência, mas a participação do governo", afirmou nesta segunda-feira (1º), durante participação no congresso online do Movimento Brasil Conservador. Segundo ele, seria justo o Poder Executivo participar da eleição dos presidentes da Câmara e do Senado. "Há uma relação direta [do governo] com os parlamentares, os deputados vão aos ministérios". Instado a citar nomes que o governo poderia apoiar, Eduardo disse achar improvável que um representante da esquerda ou da direita bolsonarista tenha chance. Um deputado do centrão, indicou o filho do presidente, teria mais condições de amealhar apoio. "Alguns nomes estão sendo ventilados. Ali dentro [da Câmara], o centrão pode ir para a esquerda ou para a direita. Eles são maleáveis suficientemente para esse ponto", disse Eduardo. O deputado não chegou a prometer apoio do presidente a um nome do centrão e deu a entender que isso poderá ocorrer num segundo turno. "Contra a esquerda a gente vota em qualquer um." O governo, descumprindo uma promessa de campanha, vem negociando cargos com este bloco, que reúne cerca de 200 deputados de partidos como PTB, PP, PL e Republicanos. Eduardo citou como possíveis sucessores de Maia os deputados Artur Lira (PP-AL), Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) e "outras pessoas do PRB [atual Republicanos]", ressalvando que isso ainda é "conversa de corredor". "Acredito que será eleito alguém não exatamente desse centrão, mas desse meio termo, nem do PT nem do PSL bolsonarista. É muito mais provável", afirmou. Hoje Bolsonaro tem uma relação tensa com Maia e com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), que vêm criticando as investidas do chefe do Executivo contra outros Poderes. Eduardo afirmou que espera que os próximos presidentes das duas Casas sejam mais comprometidos com pautas conservadoras. "Eu tenho uma pequena esperança de que na eleição do novo presidente da Câmara e do Senado, talvez esteja aí o momento de nós conseguirmos fazer uma base de deputados unidos, falando e pedindo o comprometimento para essas matérias." Eduardo também justificou a realização de manifestações semanais em Brasília de apoio a seu pai, dizendo que há uma simbiose entre os ativistas e o presidente. "Essas carreatas e manifestações são o que dão sustentação ao governo Bolsonaro. O governo só coloca adiante essas pautas e projetos porque sabe que essa parcela da sociedade vai defender", afirmou. Segundo ele, "se o Bolsonaro não tivesse apoio popular, já teriam colocado o impeachment dele para a frente há muito tempo". O deputado também criticou a CPMI das Fake News, mas desta vez não quis polemizar com o Supremo Tribunal Federal, que instaurou inquérito para apurar a disseminação de notícias falsas, atingindo aliados do governo. "A CPMI das Fake News é uma tentativa de calar os conservadores. A internet é o espaço para a pessoa mais livremente se expressar. Ela vai ali, extravasa, fala tudo mesmo", afirmou Eduardo.