Pentágono elogia bombardeio na Síria: "atingimos com sucesso cada alvo"

Washington, 14 abr (EFE).- O Departamento de Defesa dos Estados Unidos classificou o ataque realizado ontem na Síria como um "sucesso" e destacou que nenhuma das aeronaves americanas e de França e Reino Unido foram interceptadas pelas forças de Bashar al Assad.

"Esta operação foi cuidadosamente orquestrada para evitar baixas civis. Atingimos com sucesso cada alvo", declarou a porta-voz do Departamento de Defesa, Dana White, em entrevista coletiva no Pentágono.

Segundo White, ao contrário do ataque realizado em abril do ano passado contra Assad, quando os EUA atacaram a base aérea síria de Shayrat, em Homs, em represália ao bombardeio com armas químicas na cidade de Khan Shaykhun, desta vez o objetivo do ataque foi "neutralizar as instalações de pesquisa e desenvolvimento" deste tipo de armamento.

"No ano passado atacamos a (capacidade de) execução, agora fomos contra a própria fonte. Por isso estamos convictos de que limitamos sua capacidade", disse.

Durante a operação de ontem à noite, três instalações foram destruídas, segundo imagens mostradas pelo Pentágono: o centro de pesquisa e desenvolvimento de Barzah e dois alvos no centro de Him Shinshar, um bunker e um armazém.

"A operação cerceia a capacidade (da Síria) de desenvolver, ativar e usar armas químicas no futuro", declarou o diretor do Estado Maior Conjunto dos EUA, o tenente general Kenneth McKenzie, que, no entanto, não descartou que ainda existam "partes residuais" do programa químico do regime de Assad.

"Obviamente a infraestrutura química é maior do que a que destruímos", frisou McKenzie, que também descreveu a ofensiva de ontem à noite como "precisa, impressionante e efetiva".

Mais de cem mísseis foram lançados tanto por navios da coalizão que estavam no mar Mediterrâneo como a partir de bases militares próximas à Síria.

O militar rechaçou as informações que apontam que o sistema antimísseis sírio interceptou vários dos mísseis lançados e ressaltou que não se tem notícia de que a Rússia tivesse agido para evitar o ataque.

"Os russos não têm capacidade de veto em nada do que fazemos. Não colaboramos com eles na Síria, mas não queremos um confronto com a Rússia, nem eles conosco", concluiu McKenzie. EFE