Brasil se aproxima da marca de 240 mil mortes por Covid-19, indica consórcio de imprensa

O Globo
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(Foto: AP Photo/Bruna Prado)
(Foto: AP Photo/Bruna Prado)

O Brasil registrou 32.216 novos casos e 601 novas mortes por Covid-19 nesta segunda-feira, de acordo com o boletim do consórcio dos veículos de imprensa. Agora, segundo o levantamento, o país conta com 9.865.911 infecções e 239.895 óbitos provocados pela pandemia.

Os dados são do boletim do consórcio de imprensa, uma iniciativa formada por O GLOBO, Extra, G1, Folha de S.Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo. Os veículos reúnem informações das secretarias estaduais de Saúde divulgadas diariamente até as 20h.

A média móvel de casos, também observada no boletim, é de 45.087, índice 10% inferior ao visto 14 dias atrás. Já a média móvel de óbitos atingiu esta segunda-feira 1.092, um avanço de 2% em relação ao mesmo período.

O Brasil notificou ontem a maior média móvel de óbitos desde o início da pandemia (1.105).

A "média móvel de 7 dias" faz uma média entre o número do dia e dos seis anteriores. Ela é comparada com média de duas semanas atrás para indicar se há tendência de alta, estabilidade ou queda dos casos ou das mortes. O cálculo é um recurso estatístico para conseguir enxergar a tendência dos dados abafando o ruído" causado pelos finais de semana, quando a notificação de mortes se reduz por escassez de funcionários em plantão.

Dezoito estados atualizaram seus dados sobre vacinação contra a Covid-19 nesta segunda-feira. Em todo o país, 5.285.981 pessoas receberam a primeira dose de um imunizante, o equivalente a 2,5% da população brasileira.

A segunda dose da vacina, por sua vez, foi aplicada em 256.813 pessoas, ou 0,12% da população nacional.

Subiu para 25 o número de pacientes que contraíram a variante brasileira do novo coronavírus no estado de São Paulo. Destes, 16 foram classificados autóctones, ou seja, indivíduos que não estiveram no Amazonas e nem entraram em contato com pessoas que viajaram ao estado. A maior parte dos contágios está concentrada na cidade de Araraquara, no interior paulista, que decretou lockdown por 15 dias a partir desta segunda-feira.

Segundo a Secretaria estadual de São Paulo, foi descartada a circulação da variante do Reino Unido, conhecida como B.1.1.7 e prevalente em diferentes países europeus. Assim como a brasileira, a linhagem é mais infecciosa por conta de mutações na proteína S, usada pelo vírus para infectar células humanas. No último domingo, em entrevista à Globo News, o dirigente da secretaria chegou a atribuir casos de Covid-19 relacionados com à variante britânica, mas a tese foi descartada.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) concedeu nesta segunda-feira a aprovação emergencial para a vacina da AstraZeneca/Oxford contra a Covid-19, o que abre caminho para a distribuição de centenas de milhões de doses para países em desenvolvimento.

A medida permitirá que o imunizante seja fornecido pela aliança global Covax, coordenada pelo OMS. O consórcio pretende distribuir 337,2 milhões de doses da AstraZeneca/Oxford ainda no primeiro semestre deste ano. Trata-se de um numero expressivo devido à facilidade para transporte da vacina, que exige condições de armazenamento muito mais fáceis do que, por exemplo, a vacina da Pfizer/BioNTech, que levará 1,2 milhão de doses ao Covax.

O cronograma da produção e distribuição de vacinas no Brasil tem sido afetado por uma série de atrasos. No entanto, espera-se que o país tenha, até o final de março, 19,5 milhões de doses da vacina AstraZeneca/Oxford — 1,6 milhão viriam da Covax. Dez milhões seriam importados do Instituto Serum. E 7,5 milhões seriam produzidos a partir da chegada de remessas do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA), que serve como matéria-primeira de imunizantes, e é originário da China.