Brasil se aproxima da marca de 170 mil mortes por coronavírus

O Globo
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RIO DE JANEIRO, BRAZIL - NOVEMBER 20: A man wearing an astronaut clothing as a precaution against the coronavirus (Covid-19) walks past graffities in Rio de Janeiro, Brazil on November 20, 2020 as Brazil reach 168,061 deaths in 5,981,767 confirmed Covid-19 cases. (Photo by Fabio Teixeira/Anadolu Agency via Getty Images)
(Foto: Getty Images)

RIO — O Brasil se aproxima da marca de 170 mil mortos pelo novo coronavírus, com mais de 6 milhões de infectados. Nas últimas 24 horas, o país registrou 34.538 novos casos de Covid-19, chegando a 169.016 infecções desde o início da pandemia. Foram registrados 354 mortes, levando a média móvel a 478 óbitos, segundo consórcio de veículos de imprensa. O consórcio, formado por O GLOBO, Extra, G1, Folha de S.Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo, reúne informações das secretarias estaduais de Saúde. Os dados foram coletados no boletim divulgado às 20h.

A "média móvel de 7 dias" faz uma média entre o número de mortes do dia e dos seis anteriores. Ela é comparada com média de duas semanas atrás para indicar se há tendência de alta, estabilidade ou queda. O cálculo é um recurso estatístico para conseguir enxergar a tendência dos dados abafando o "ruído" causado pelos finais de semana, quando a notificação de mortes se reduz por escassez de funcionários em plantão.

Além do Distrito Federal, a média móvel de casos cresceu em 16 estados. Eles são: Acre, Amapá, Ceará, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraiba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins. Só houve queda registrada no Piauí e em Roraima.

Já a média móvel de mortes subiu em 11 estados: Amapá, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins. Já as mortes caíram em sete unidades da federação: Acre, Alagoas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Piauí, Roraima e Sergipe.

No mundo, os casos registrados por Covid-19 já atingiram a cifra dos 57.974.667 casos e 1.378.411 mortos, de acordo com projeto da Universidade Johns Hopkins que compila dados da pandemia em todos os países.

O Brasil continua sendo o segundo país com mais mortos, atrás dos Estados Unidos, que têm 254.445 mortos pela doença até agora. Em número de casos, o Brasil está em terceiro, tendo sido ultrapassado pela Índia, que tem mais de 9 milhões de registros.

G20 pede cooperação acesso a vacinas

Os países do G20 pediram neste sábado, primeiro dia de sua cúpula anual, um esforço global para facilitar o acesso às vacinas contra o coronavírus e lutar contra suas devastadoras consequências econômicas, incluindo a dívida, entre elas a dívida.

— Embora estejamos otimistas com o progresso no desenvolvimento de vacinas, terapias e ferramentas de diagnóstico para a covid-19, devemos trabalhar para criar as condições para um acesso barato e igualitário a essas ferramentas para todos — disse o rei Salman em seu discurso de abertura, sob o olhar do príncipe herdeiro Mohamed bin Salman, líder de fato do país.

Segundo um estudo britânico, realizado com profissionais de saúde na linha da frente da luta contra a pandemia do novo coronavírus, é improvável que pessoas que tiveram Covid-19 voltem a contrair o novo coronavírus durante, pelo menos, seis meses depois da sua primeira infecção.

— Isto são muito boas notícias pois podemos estar confiantes que, no mínimo a curto prazo, a maioria das pessoas que teve Covid-19 não terá outra vez — disse David Eyre, professor no departamento de saúde da população de Nuffield da Universidade de Oxford, um dos líderes do estudo.

No mundo, mais de 50 milhões de pessoas por todo o mundo que já ficaram infectadas, indicaram os investigadores de Oxford. Os casos isolados de reinfecção tinham levantado preocupações de que a imunidade pudesse ser de curta duração e que os doentes recuperados pudessem voltar a adoecer rapidamente.