Brasil segue com média de mortes pela Covid-19 acima de mil pelo 18º dia, mostra boletim de imprensa

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RIO — Com 492 mortes pela Covid-19 registradas nas últimas 24 horas, o Brasil chegou ao total de 231.561 vidas perdidas pela pandemia do novo coronavírus beste domingo. A média móvel foi de 1.004mortes, 5% menor do que o cálculo de duas semanas atrás. É o 18º dia seguido acima de mil mortes.

Foram contabilizados 29.407 novos casos desde as 20h de sábado, totalizando 9.522.132 de infectados pelo Sars-CoV-2 no país. A média móvel foi de 45.593 diagnósticos positivos, 11% menor do que o cálculo de 14 dias atrás.

A "média móvel de 7 dias" faz uma média entre o número do dia e dos seis anteriores. Ela é comparada com média de duas semanas atrás para indicar se há tendência de alta, estabilidade ou queda dos casos ou das mortes. O cálculo é um recurso estatístico para conseguir enxergar a tendência dos dados abafando o ruído" causado pelos finais de semana, quando a notificação de mortes se reduz por escassez de funcionários em plantão.

Mais de 3,5 milhões de doses de vacina contra Covid-19 já foram aplicadas no Brasil. Os dados apontam que foram 3.573.150 primeiras doses aplicadas. Isso representa 2,22% da população brasileira com mais de 18 anos e 1,69% da população total.

Os dados são do consórcio formado por O GLOBO, Extra, G1, Folha de S.Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo e reúne informações das secretarias estaduais de Saúde divulgadas diariamente até as 20h. A iniciativa dos veículos da mídia foi criada a partir de inconsistências nos dados apresentados pelo Ministério da Saúde.

A África do Sul suspendeu o uso da vacina contra a Covid-19 da AstraZeneca/Oxford neste domingo, depois que um estudo reduzido indicou que a vacina teve proteção limitada para participantes da pesquisa de desenvolver formas leves ou moderadas da doença causadas pela variante do vírus local, que tem transmissão mais acelerada.

A vacina da AstraZeneca/Oxford é a principal aposta do governo do Brasil na imunização contra a Covid-19. O país também lida com outras variantes, incouindo uma encontrada no Amazonas, com mutações similares, de acordo com especialistas, às da variante sul-africana. À Globonews, o infectologista e pesquisador da Fiocruz Julio Croda afirmou neste domingo que espera uma manifestação célere do Ministério da Saúde sobre a decisão do governo sul-africano.

Não ficou claro, no entanto, a partir dos dados delineados pelos cientistas sul-africanos no estudo se a vacina AstraZeneca/Oxford de fato não protege contra formas graves da variante, uma vez que nenhum voluntário tenha sido hospitalizado.