Brasil supera os 450.000 mortos por covid e teme terceira onda

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Sepulturas de vítimas da covid-19 no cemitério Nossa Senhora Aparecida em Manaus

O Brasil superou as 450.000 mortes pela covid-19, segundo o balanço oficial publicado nesta terça-feira (25), enquanto os epidemiologistas temem uma terceira onda da pandemia.

Um total de 452.031 pessoas morreram vítimas do coronavírus no Brasil desde março de 2020, 2.173 delas nas últimas 24 horas, quando também foram registrados 73.453 novos contágios.

Embora os especialistas acreditem que as cifras reais sejam muito superiores, o Brasil, com uma população de 212 milhões de habitantes, é o segundo país mais enlutado pela pandemia em números absolutos, atrás dos Estados Unidos.

E em termos relativos, com 215 óbitos por 100.000 habitantes, é o mais afetado das Américas e do Hemisfério sul.

A média de mortes diárias, que em meados de abril superava as 3.000, estabilizou-se há dez dias em torno das 1.900 (1.854 nesta terça).

Mas o que mais preocupa os epidemiologistas é o aumento da média semanal de contágios, de 56.928 em 28 de abril a 65.910 nesta terça, o que terá um impacto no número de mortes nas próximas semanas, segundo as projeções.

Desde o início da pandemia foram reportados 16.194.209 casos.

O repique de infecções pode estar relacionado com a flexibilização das restrições adotada por diferentes estados brasileiros no último mês, quando os falecimentos começaram a cair.

Segundo o último boletim da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), instituição de referência em saúde pública, há um risco real de uma terceira onda, com a curva epidemiológica ascendente em oito dos 27 estados brasileiros e estável em outros dez.

A propagação do vírus poderia ser favorecida pelo começo do inverno no hemisfério sul no mês que vem, com uma queda das temperaturas, sobretudo no sul do país.

Enquanto isso, o ritmo de vacinação continua lento. Até agora, 42,7 milhões de pessoas tomaram a primeira dose (20,14% da população) e 21 milhões (9,9%), a segunda.

A este panorama se soma a preocupação com a variante detectada pela primeira vez na Índia, encontrada na semana passada em seis tripulantes de um navio cargueiro com bandeira de Hong Kong, que fundeou longe da costa no estado do Maranhão.

Embora ainda não tenha sido confirmada a transmissão local da cepa, outros estados reportaram casos suspeitos.

A ameaça de uma terceira onda não parece preocupar o presidente Jair Bolsonaro, que participou no domingo de uma caravana de motociclistas simpatizantes no Rio de Janeiro.

Em meio à multidão e sem máscara, ele garantiu que o Brasil vive "o fim da pandemia" e criticou as restrições adotadas por governadores para conter a disseminação do coronavírus.

Uma Comissão Parlamentar de Inquérito no Senado investiga se o governo federal cometeu omissões na gestão da pandemia, o que os especialistas vêm apontando desde o ano passado.

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