Brasil tem 2.244 mortes por Covid-19 no dia em que chegou a 300 mil óbitos pela doença

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RIO — O Brasil registrou nesta terça-feira 2.244 mortes por Covid-19, o que fez o país ultrapassar a marca de 300 mil óbitos. Agora são 301.087 vidas perdidas para o coronavírus desde o começo da pandemia. A média móvel foi de 2.279 mortos, o que quebrou uma sequência de 26 recordes em dias consecutivos.

Desde de as 20h de segunda-feira, 90.504 casos foram registrados, elevando para 12.227.179 o total de infectados. A média móvel foi de 75.250 diagnósticos positivos, 8% maior do que o cálculo de 14 dias atrás.

O Amapá foi o único estado a não divulgar dados sobre casos e mortes por Covid-19.

As secretarias de saúde de Goiás, Paraíba, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo afirmaram que enfrentaram problemas para preencher o sistema de notificação de mortes por Covid-19 após o ministério da Saúde solicitar que mais dados das vítimas fossem incluídos no programa. Alguns destes estados alegaram que a instabilidade na plataforma atrasou as notificações. São Paulo apresentou uma queda brusca: passou de 1.021, na terça, para 281 hoje.

Vinte e seis estados atualizaram seus dados sobre vacinação contra a Covid-19 nesta quarta-feira. Em todo o país, 13.389.523 pessoas receberam a primeira dose de um imunizante, o equivalente a 6,32% da população brasileira. A segunda dose da vacina, por sua vez, foi aplicada em 4.418.109 pessoas, ou 2,09% da população nacional.

Os dados são do consórcio formado por O GLOBO, Extra, G1, Folha de S.Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo e reúne informações das secretarias estaduais de Saúde divulgadas diariamente até as 20h. A iniciativa dos veículos da mídia foi criada a partir de inconsistências nos dados apresentados pelo Ministério da Saúde.

O site do Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep Gripe), que atualiza informações da doença, passou a pedir mais dados das vítimas, como CPF, número do cartão SUS, nacionalidade e se tomou ou não vacina contra a Covid.

O Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) requisitaram ao Ministério da Saúde a retirada temporária da obrigatoriedade do preenchimento dos campos novos. A pasta afirmou que, em nota, que "foi suspenso o preenchimento obrigatório de alguns campos de identificação" para a notificação de mortes.

A mudança no sistema causou instabilidade no site, o que fez alguns estados apresentarem dificuldade de registrar novos óbitos.

O novo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que não partiu dele a ordem para modificação na forma que a pasta contabiliza os casos da Covid-19.

— Depois que eu sair daqui nós vamos observar o que está acontecendo. Eu não sou maquiador, eu sou médico. Minha função não é maquiagem, é salvar vidas. Precisamos criar um ambiente novo, de harmonia — afirmou, ao ser questionado em coletiva de imprensa sobre a alteração.

(Colaboraram Ana Letícia Leão, Julia Lindner e Renata Mariz)