Brasil 'desperdiça' mão de obra de 26,8 milhões de pessoas

Mão de obra desperdiçada compreende desempregados, pessoas que trabalham menos horas do que gostariam e os trabalhadores que não buscam emprego. (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Mão de obra desperdiçada compreende desempregados, pessoas que trabalham menos horas do que gostariam e os trabalhadores que não buscam emprego. (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
  • Número de trabalhadores teve queda de 5,4% frente aos três meses anteriores;

  • Esse grupo atingiu patamar recorde para o indicador no começo de 2021;

  • Estimativa apresentou variação de -20,3% em comparação com 2021.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o país tinha 26,8 milhões de trabalhadores subutilizados no primeiro trimestre de 2022. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta sexta-feira (29), mostra que houve queda de 5,4% (menos 1,5 milhão) frente aos três meses anteriores.

Na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, quando havia 33,7 milhões de pessoas subutilizadas, esta estimativa apresentou variação de -20,3%, significando uma redução de 6,8 milhões de pessoas subutilizadas.

No período, a mão de obra desperdiçada chegou a um patamar recorde do indicador na série histórica da PNA, que começou em 2012.

O contingente de trabalhadores subutilizados, também chamada de “mão de obra desperdiçada”, compreende desempregados, pessoas que trabalham menos horas do que gostariam e os trabalhadores que não buscam emprego, mas gostariam de trabalhar.

O total correspondia a 23,2% da força de trabalho ampliada do país (que soma a força de trabalho com a força de trabalho potencial), a chamada taxa de subutilização, no primeiro trimestre. O indicador era de 24,3% no quarto trimestre de 2021 de 29,6% em igual período daquele mesmo ano.

Ainda conforme o levantamento do IBGE, o contingente de pessoas subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas foi estimado em aproximadamente 6,5 milhões no trimestre de janeiro a março de 2022.

Essa estimativa apresentou redução em relação ao trimestre anterior (outubro a dezembro de 2021) de -11,7%, ou seja, uma redução de -860 mil pessoas.

Em relação ao mesmo trimestre do ano anterior (janeiro a março de 2021) este indicador apresentou, também, variação negativa (-8,2%), quando havia no Brasil 7,1 milhões de pessoas subocupadas.

Desemprego no Brasil é um dos piores do mundo

Um levantamento da agência de classificação de risco Austin Rating mostrou que a taxa de desemprego brasileira deve ficar entre as maiores do mundo em 2022: no ranking, o Brasil ocupa o 9º lugar de desemprego no ano (13,7%). Nos anteriores, o país esteve na 16ª posição (2021) e em 22ª em 2020.

O estudo compara 102 países, e o Brasil fica 2ª maior entre os membros do G20 – atrás só da África do Sul (35,2%). A última colocação foi ocupada pelo Japão, com 2,6% na taxa de desemprego.

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