Brasil tem maior registro de médias móveis de óbitos por coronavírus das últimas três semanas

O Globo
·2 minuto de leitura
Márcia Foletto
Márcia Foletto

RIO — O Brasil registrou 12.489 novos casos e 138 novas mortes por coronavírus nas últimas 24 horas. Até agora, foram notificadas 5.860.590 ocorrências da pandemia, além de 165.811 óbitos, segundo o consórcio de veículos de imprensa.

A iniciativa é formada por O GLOBO, Extra, G1, Folha de S.Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo e reúne informações das secretarias estaduais de Saúde divulgadas diariamente até às 20h. O governo de Minas Gerais não divulgou seus dados esta noite.

Já a média móvel de mortes, também verificada pelo boletim, foi de 491. Trata-se do maior índice desde 22 de outubro, quando a marca foi de 493.

A "média móvel de 7 dias" faz uma média entre o número de mortes do dia e dos seis anteriores. Ela é comparada com média de duas semanas atrás para indicar se há tendência de alta, estabilidade ou queda. O cálculo é um recurso estatístico para conseguir enxergar a tendência dos dados abafando o "ruído" causado pelos finais de semana, quando a notificação de mortes se reduz por escassez de funcionários em plantão.

Durante toda a semana, a divulgação dos dados dos estados foi prejudicada devido a indícios de um ataque hacker ao sistema do Ministério da Saúde. Assim, algumas unidades da federação, como o Rio e São Paulo, passaram dias sem publicar o número de mortes, por exemplo. A falta de informações durante os últimos dias afetou diretamente o cálculo da média móvel e as indicações se ela seguia tendência de alta, queda ou estabilidade.

Diante de evidências de que a tendência de queda nos números da Covid-19 no Brasil se reverteu, especialistas temem que uma segunda onda de casos chegue num momento em que o país está mais vulnerável do que na primeira onda.

O que ocorre em escala nacional ainda é incerto, mas em alguns municípios, como São Paulo, um aumento no número de casos já é visível, sobretudo no número de internações por Covid-19, também no setor público. O presidente Jair Bolsonaro, no entanto, acredita que a segunda onda é uma "conversinha" e que deve ser enfrentada para a economia "não quebrar de vez".