Brasil tem mais de 2.100 mortes por Covid em 24h e passa a Índia em número de casos

·2 minuto de leitura
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 11.01.2021 - Cemitério Jardim São Luiz, em São Paulo. Enterros voltam a crescer nos cemitérios públicos da cidade de São Paulo, por conta da pandemia do coronavírus (Covid-19). (Foto: Zanone Fraissat/Folhapress) ORG XMIT: AGEN2101111606449136
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 11.01.2021 - Cemitério Jardim São Luiz, em São Paulo. Enterros voltam a crescer nos cemitérios públicos da cidade de São Paulo, por conta da pandemia do coronavírus (Covid-19). (Foto: Zanone Fraissat/Folhapress) ORG XMIT: AGEN2101111606449136

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Brasil teve mais um dia acima de 2.000 mortes por Covid em 24 horas. Foram 2.152 óbitos, nesta sexta-feira (12). A média móvel de mortes bateu recorde pelo 14º dia seguido e chegou a 1.761 óbitos por dia.

O recorde anterior da média móvel de mortes era de 1.705, de quinta (11). Essa média é um instrumento estatístico que busca amenizar grande variações nos dados (como costumam ocorrer nos finais de semana e feriado).

O país também registrou o segundo maior número de casos em um único dia, 84.047. O recorde de infecções (84.977) pertence, porém, a um dia anormal (8 de janeiro), quando o Paraná registrou dados de dois dias acumulados e com adição de mortes e casos revisados de meses anteriores.

Com o registro desta sexta, o país chega aos 11.368.316 de casos e, pelo menos neste momento, passa a Índia, país com mais de 1 bilhão de habitantes, em número de infecções, segundo dados do monitoramento da Universidade Johns Hopkins. O Brasil é o segundo país com mais casos e mortes no mundo, atrás somente dos EUA.

O Brasil, que vive seu pior momento na pandemia, chegou a 275.276 óbitos pela Covid desde o início da pandemia.

Com 521 óbitos, o estado de São Paulo, pelo segundo dia nesta semana, bateu recorde de mortes por Covid em 24 horas. Na terça (9), o recorde tinha sido de 517 vidas perdidas.

Os dados do país, coletados até as 20h, são fruto de colaboração entre Folha, UOL, O Estado de S. Paulo, Extra, O Globo e G1 para reunir e divulgar os números relativos à pandemia do novo coronavírus. As informações são coletadas diariamente com as secretarias de Saúde estaduais.

A iniciativa do consórcio de veículos de imprensa ocorre em resposta às atitudes do governo Jair Bolsonaro (sem partido), que ameaçou sonegar dados, atrasou boletins sobre a doença e tirou informações do ar, com a interrupção da divulgação dos totais de casos e mortes. Além disso, o governo divulgou dados conflitantes.