Brasil tem mais de 685 mil vacinados contra Covid-19 e média móvel de mortes é a maior desde agosto

Evelin Azevedo
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Foto: Brenno Carvalho

Mais de 685 mil pessoas já receberam a primeira dose de uma das vacinas aprovadas no país contra a Covid-19. De acordo com os dados divulgados pelo Distrito Federal e quinze estados, 685.201 doses do imunizante já foram aplicadas. Isto representa 0,43% de toda a população brasileira acima de 18 anos. As informações são do boletim das 20h do consórcio de veículos de imprensa.

Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Roraima, Rio Grande do Sul e São Paulo foram os estados que divulgaram seus dados.

Vacinados por estado

Total de vacinados, segundo os governos, e o percentual em relação à população do estado:

  • AC: 3.985 (0,45%)

  • AL: 24.702 (0,74%)

  • AP: 3.231 (0,37%)

  • BA: 84.177 (0,56%)

  • CE: 34.372 (0,37%)

  • DF: 18.522 (0,61%)

  • ES: 10.656 (0,26%)

  • MA: 22.798 (0,32%)

  • MS: 16.775 (0,6%)

  • PB: 5.950 (0,15%)

  • PE: 34.336 (0,36%)

  • PI: 13.119 (0,40%)

  • PR: 60.912 (0,53%)

  • RJ: 100.162 (0,58%)

  • RN: 18.466 (0,52%)

  • RR: 97 (0,02%)

  • RS: 81.871 (0,72%)

  • SP: 151.070 (0,33%)

Média móvel de mortos é a maior desde agosto

O país registrou 631 mortes nas últimas 24 horas, elevando para 217.712 o total de vidas perdidas no Brasil. A média móvel foi de 1.055 mortes, 6% maior se comparada com o cálculo de 14 dias atrás. No entanto, esta é a maior média móvel desde o dia 4 de agosto, quando foram registrados 1.066 óbitos em média.

Foram contabilizados 28.364 novos casos, totalizando 8.872.964 infectados pelo vírus. A média móvel foi de 51.532 diagnósticos positivos, 6% menor se comparada com o cálculo de 14 dias atrás.

A "média móvel de 7 dias" faz uma média entre o número do dia e dos seis anteriores. Ela é comparada com média de duas semanas atrás para indicar se há tendência de alta, estabilidade ou queda dos casos ou das mortes. O cálculo é um recurso estatístico para conseguir enxergar a tendência dos dados abafando o ruído" causado pelos finais de semana, quando a notificação de mortes se reduz por escassez de funcionários em plantão.

Os dados são do consórcio formado por O GLOBO, Extra, G1, Folha de S.Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo e reúne informações das secretarias estaduais de Saúde divulgadas diariamente até as 20h. A iniciativa dos veículos da mídia foi criada a partir de inconsistências nos dados apresentados pelo Ministério da Saúde.

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira que insumos para a CoronaVac chegarão "nos próximos dias" ao Brasil. Bolsonaro relatou ter recebido a informação da embaixada da China, que teria informado que 5.400 litros de insumos já estariam prontos para serem enviados ao Brasil. Segundo o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, os produtos devem chegar até o fim da semana.

Em publicação em redes sociais, Bolsonaro acrescentou que insumos para vacina da Universidade de Oxford e da AstraZeneca estão "com liberação sendo acelerada". Ele agradeceu a "sensibilidade" do governo chinês. A publicação é acompanhada de uma foto de Bolsonaro com o presidente da China, Xi Jinping, durante visita do brasileiro ao país asiático, em 2019.

Mais 10 milhões de doses da vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford estão sendo negociadas pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) com o Instituto Serum, da Índia, e devem chegar ao Brasil em fevereiro. A informação foi confirmada à CNN por Suresh Jadhav, um dos diretores-executivo do instituto.

A Fiocruz afirmou em nota, nesta segunda-feira (25), que tem negociado doses prontas adicionais com o Instituto Serum, além dos 2 milhões de vacinas entregues ao Programa Nacional de Imunizações no sábado (23), mas não especificou quantidades ou datas.