Brasil ultrapassa 185 mil mortes por Covid-19, aponta boletim de consórcio de imprensa

O Globo
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Gabriel de Paiva / Agência O Globo

RIO — O Brasil ultrapassou nesta sexta-feria a marca de 185 mil mortes causadas pelo novo coronavírus. Foram notificados 811 óbitos em decorrência da Covid-19, totalizando 185.687 vidas perdidas para a doença. Houve também o registro de 52.385 novos casos, somando 7.163.912 de infectados. A média móvel foi de 748, a maior desde 21 de setembro.

As informações são do boletim das 20h do consórcio de veículos de imprensa, que nesta sexta-feira, não conta com dados do estado do Amapá.

A "média móvel de 7 dias" faz uma média entre o número de mortes do dia e dos seis anteriores. Ela é comparada com média de duas semanas atrás para indicar se há tendência de alta, estabilidade ou queda. O cálculo é um recurso estatístico para conseguir enxergar a tendência dos dados abafando o "ruído" causado pelos finais de semana, quando a notificação de mortes se reduz por escassez de funcionários em plantão.

Os dados são do consórcio formado por O GLOBO, Extra, G1, Folha de S.Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo e reúne informações das secretarias estaduais de Saúde divulgadas diariamente até as 20h. A iniciativa dos veículos da mídia foi criada a partir de inconsistências nos dados apresentados pelo Ministério da Saúde.

Às vésperas do Natal, ao menos 23 mil pacientes estão internados na rede pública em decorrência da Covid-19

Pelo menos 23 mil pessoas estão internadas em decorrência da Covid-19 no Brasil em leitos UTI ou enfermaria da rede pública, de acordo com levantamento do GLOBO feito em 25 estados e o Distrito Federal realizado entre segunda (14) e quarta-feira (16). E, às vésperas das festas de fim de ano, pelo menos sete unidades da federação — inclusive o Rio de Janeiro — apresentam taxa de ocupação acima de 80% de leitos de UTI da rede pública destinados à doença.

Do total de internados na rede pública por Covid-19, cerca de 11 mil pacientes estão em leitos de UTI. Márcio Bittencourt, especialista do Centro de Pesquisa Clínica e Epidemiológica do Hospital Universitário da USP, destaca que esse é um número impressionante.