Brasil ultrapassa 234 mil mortes por Covid-19, aponta boletim de imprensa

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O Brasil ultrapassou nesta quarta-feira a marca de 234 mil mortes causadas pela Covid-19. Nas últimas 24 horas foram registrados 1.357 óbitos, elevando para 234.945 o total de vidas perdidas para o novo coronavírus. A média móvel foi de 1.050 mortes, 1% menor do que o cálculo de duas semanas atrás. As informações são do boletim das 20h do consórcio de veículos de imprensa.

Desde as 20h de terça-feira, 60.271 novos casos de Covid-19 foram registrados, totalizando 9.662.305 infectados pelo Sars-CoV-2. A média móvel foi de 46.055 diagnósticos positivos, 11% menor do que o cálculo de 14 dias atrás.

A "média móvel de 7 dias" faz uma média entre o número do dia e dos seis anteriores. Ela é comparada com média de duas semanas atrás para indicar se há tendência de alta, estabilidade ou queda dos casos ou das mortes. O cálculo é um recurso estatístico para conseguir enxergar a tendência dos dados abafando o ruído" causado pelos finais de semana, quando a notificação de mortes se reduz por escassez de funcionários em plantão.

Mais de 4 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 já foram aplicadas em todo território nacional. Foram 4.321.678 de vacinas aplicadas em 1ª dose até agora e 80.507 em 2ª dose. Distrito Federal, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Pernambuco e Sergipe já começaram a vacinar pessoas do grupo prioritário com a segunda dose do imunizante. Apenas 2,04% da população brasileira recebeu a 1ª dose enquanto que 0,04% recebeu a segunda.

Os dados são do consórcio formado por O GLOBO, Extra, G1, Folha de S.Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo e reúne informações das secretarias estaduais de Saúde divulgadas diariamente até as 20h. A iniciativa dos veículos da mídia foi criada a partir de inconsistências nos dados apresentados pelo Ministério da Saúde.

Após se reunir com o presidente Jair Bolsonaro na manhã desta quarta-feira, o diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antônio Barra Torres, afirmou que pediu ao chefe do Executivo que vete trecho da medida provisória aprovada pelo Congresso que prevê prazo de cinco dias, e em novas condições, para aprovação de uso emergencial de vacinas contra a Covid-19.

O prazo está explicitado no artigo quinto da MP para imunizantes que já tenham obtido aval de agências reguladoras específicas no exterior. Barra Torres argumentou que o ato tira a competência da Anvisa e implica em risco sanitário para a população.

A vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela AstraZeneca e a Universidade de Oxford é segura e eficaz e deve ser amplamente utilizada, incluindo em pessoas com 65 anos ou mais e em países onde outras variantes, incluindo a sul-africana, do coronavírus podem reduzir sua eficácia, afirmou um painel da Organização Mundial de Saúde (OMS) nesta quarta-feira.

Em recomendações provisórias sobre a vacina, o painel do Grupo Consultivo Estratégico de Especialistas em Imunização da OMS disse que o imunizante deve ser administrado em duas doses, com um intervalo de cerca de 8 a 12 semanas entre a primeira e a segunda.

— Não há razão para não recomendar seu uso, mesmo em países que têm circulação de variantes — disse o presidente do grupo, Alejandro Cravioto.

A taxa de transmissão do novo coronavírus no Brasil apresentou leve oscilação negativa, mas ainda indica descontrole da disseminação da Covid-19 no país, aponta levantamento semanal do Imperial College de Londres que monitora o avanço da doença em diferentes países. Os índices divulgados mantiveram a tendência observada nas últimas semanas, com uma queda do chamado Rt de 1,03 para 1,02, mas ainda sem indicar desaceleração do contágio.

Os dados se referem à semana epidemiológica fechada na última segunda-feira, 8. Dentro da margem da universidade britânica, o Rt brasileiro pode variar de 0,91 até 1,05. O Imperial College também projeta que o Brasil registrará 7.460 óbitos pela Covid-19 até a próxima semana, uma diferença de 92 vítimas fatais em relação às mortes contabilizadas no último período pelo instituto britânico no cenário mediano. No pior quadro estimado, as perdas para a Covid-19 podem chegar a 7.960.